O pós-operatório de artroscopia é o período que se segue a uma cirurgia feita por câmera e pequenos cortes, e a duração varia de semanas a meses, conforme o que foi tratado. Esta página descreve, em terceira pessoa e em termos gerais, o que costuma estar envolvido em cada fase e o que a equipe costuma acompanhar, com subseções para o joelho e para o ombro. Ela não traz orientações de conduta: o que a pessoa pode ou não fazer em cada momento é definido pela equipe que a acompanha. Os procedimentos estão descritos em artroscopia de joelho e artroscopia de ombro.
O que costuma acontecer em cada fase
As faixas abaixo não são um cronograma. A duração de cada uma varia por pessoa, pelo procedimento e pelo que foi tratado junto, e a passagem de uma para outra é definida pela equipe que acompanha o caso, não pelo calendário.
Primeiras semanaso período logo depois da cirurgia
Depois da artroscopia, a pessoa passa pela sala de recuperação, e a alta costuma ocorrer no mesmo dia, como descrevem as páginas da sociedade americana de ortopedia sobre artroscopia de joelho e de ombro. Quem recebeu sedação ou anestesia regional precisa de acompanhante, como explica o Manual MSD. Costumam estar envolvidos o controle da dor, com a medicação que a equipe prescreve, o acompanhamento do inchaço e de pequenos hematomas, os cuidados com os curativos dos pequenos cortes e, conforme a articulação, algum tipo de proteção, como tipoia no ombro ou outro dispositivo no joelho, definido pela equipe.
O primeiro retorno costuma servir para avaliar os cortes, retirar pontos e conferir a evolução. Efeitos próprios da anestesia, como a dormência do braço depois de um bloqueio de nervo no ombro, são explicados pela equipe ao longo do procedimento.
Primeiro mêsretornos e reabilitação em andamento
No primeiro mês, costuma haver dor e inchaço que se modificam ao longo das semanas, retornos de controle e, em geral, início ou continuidade da fisioterapia, conforme definido pelo cirurgião. A sociedade americana descreve que a reabilitação é parte da recuperação depois da artroscopia e que o tempo depende do que foi tratado.
No joelho. Depois de uma meniscectomia parcial, a sociedade americana descreve uma cicatrização em cerca de três a seis semanas, enquanto a sutura de menisco exige uma faixa bem mais longa, de alguns meses, porque o menisco precisa se unir de novo. Nas reconstruções ligamentares, o acompanhamento é de meses, como descrito em pós-operatório de LCA.
No ombro. A recuperação inicial costuma ser mais rápida do que a da cirurgia aberta, mas a recuperação completa leva semanas a meses, e a equipe define a proteção do ombro conforme o procedimento. Quando houve reparo de tendão, as fases seguem o descrito em pós-operatório de manguito rotador.
Meses seguinteso acompanhamento até a conclusão
Nos meses seguintes, o acompanhamento costuma envolver a recuperação progressiva da mobilidade e da força, em etapas definidas pela equipe, com retornos mais espaçados. Em artroscopias diagnósticas ou com pequenos ajustes, essa fase pode ser curta ou nem existir. Em procedimentos que envolvem reparo de tecidos, ela pode ocupar vários meses.
O ritmo varia com a idade, a saúde geral, o estado da articulação antes da cirurgia e o que foi realizado. A conclusão do acompanhamento é decisão da equipe.
O que a equipe costuma acompanhar
Entre os pontos acompanhados estão a cicatrização dos pequenos cortes, a dor, o inchaço, a movimentação da articulação, a força, o resultado de exames de imagem quando solicitados e a evolução em relação ao que levou à cirurgia. A sociedade americana cita como possíveis complicações da artroscopia a infecção, os coágulos de sangue, a rigidez, o acúmulo de líquido, o hematoma e o inchaço, e é por isso que esses pontos são observados nos retornos.
Quando procurar o serviço
Alguns sinais, em termos gerais, costumam pedir contato com a equipe ou com um serviço de saúde: febre, dor que piora em vez de diminuir, vermelhidão crescente, calor excessivo, secreção ou abertura em um dos cortes, inchaço importante, perda importante da movimentação, dor ou inchaço em uma das panturrilhas (no caso do joelho), e dormência, frieza ou alteração de cor na mão ou no pé. Falta de ar súbita ou dor no peito costumam exigir atendimento de urgência. Diante de qualquer sinal desse tipo, procure o serviço que acompanha o caso ou um serviço de urgência.
Fisioterapia e reabilitação
A reabilitação é parte do pós-operatório e é definida pela equipe. O site clinicasdefisioterapia.ia.br tem páginas sobre fisioterapia no pós-operatório de joelho e de ombro, como a de fisioterapia pós-operatório de joelho, com o ponto de vista de quem acompanha a reabilitação.
Quem orienta
As orientações específicas de cada fase, incluindo cuidados, restrições, retorno às atividades e medicação, são da equipe que acompanha o caso, e esta página não as substitui. Em caso de dúvida, o contato deve ser feito com essa equipe ou com o serviço de saúde.
Dúvidas frequentes
A recuperação da artroscopia é sempre curta?
Não. Ela costuma ser mais rápida do que a da cirurgia aberta, mas depende do que foi tratado dentro da articulação. Uma artroscopia diagnóstica tem recuperação diferente da de uma sutura de menisco ou de um reparo de tendão.
O pós-operatório é igual no joelho e no ombro?
O princípio é parecido, mas os cuidados, as proteções e o ritmo de cada fase variam com a articulação e com o procedimento realizado. A equipe que opera orienta cada caso.