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Central Ortopédica

Ortopedia da coluna: lesões, exames e cirurgias

Como a coluna é organizada, quais problemas costumam ser descritos, que exames investigam a região e como funcionam as cirurgias, o plano e o SUS.

Pessoa em roupa de ginástica com as duas mãos apoiadas na parte baixa das costas, ao ar livre
Foto: Kindel Media / Pexels

Por Equipe editorial Central OrtopédicaPublicado em Atualizado em Próxima revisão: 10/2027Conteúdo informativo, sem revisor médico declarado

Estruturas da coluna

A coluna vertebral é uma pilha de ossos chamados vértebras, empilhadas desde a base do crânio até a bacia. Costuma ser descrita em cinco trechos. A coluna cervical, no pescoço, tem sete vértebras e é a mais móvel. A torácica, na altura das costelas, tem doze e é mais rígida, porque as costelas a travam. A lombar, na parte baixa das costas, tem cinco e sustenta boa parte do peso do tronco. Abaixo ficam o sacro e o cóccix, que se unem à bacia.

Entre as vértebras há os discos intervertebrais. Cada disco tem um centro gelatinoso, o núcleo, cercado por anéis de fibras resistentes. Eles funcionam como amortecedores e permitem que a coluna dobre. Atrás do corpo de cada vértebra existe um arco ósseo, e a sequência desses arcos forma um túnel, o canal vertebral, por onde passa a medula espinhal. Nervos saem da medula por aberturas laterais, os forames, e seguem para os braços, o tronco e as pernas.

Ligamentos, músculos profundos e pequenas articulações, as facetárias, mantêm o conjunto estável. A coluna não é reta: vista de lado, tem curvas suaves, chamadas lordose no pescoço e na região lombar e cifose na região torácica. Vista de trás, costuma ser reta. Quando há um desvio lateral, fala-se em escoliose. Esse desenho em curvas ajuda a distribuir os esforços, e mudanças nele fazem parte do vocabulário dos laudos.

Problemas mais comuns da coluna

Cada página abaixo trata de um deles, com o ponto de vista do diagnóstico e do procedimento.

Há outras situações: fraturas por trauma ou por fragilidade do osso, desgaste das articulações facetárias, inflamações e tumores. A dor nas costas é uma queixa comum e tem causas muito variadas, muitas sem relação com cirurgia. Este site não permite que o leitor conclua o que causa a sua queixa. Ele apresenta os nomes e os caminhos de investigação, e a avaliação é do profissional de saúde.

Exames usados na investigação

A investigação costuma começar pela conversa e pelo exame físico. O médico pergunta como a queixa começou, observa a postura e os movimentos, testa a força e os reflexos e verifica a sensibilidade em braços e pernas, porque isso mostra se algum nervo está envolvido. Em muitos casos, essa avaliação já orienta o que vem a seguir.

Os exames de imagem, em termos gerais:

  • A radiografia mostra o alinhamento, a altura entre as vértebras, sinais de desgaste e fraturas. Pode ser feita em pé e com a coluna em movimento.
  • A ressonância magnética mostra discos, nervos, medula e partes moles. É a mais usada para detalhar hérnias e estreitamentos.
  • A tomografia mostra os ossos em detalhe e é usada, por exemplo, para avaliar fraturas ou planejar certas cirurgias.
  • A eletroneuromiografia avalia a condução dos nervos e dos músculos e ajuda a separar problemas na coluna de problemas em nervos periféricos.
  • A densitometria mede a densidade do osso quando se discute fragilidade óssea.

Quem pede, quando e como interpreta é decisão do médico. Este texto não interpreta laudo de ninguém. Um dado importante: achados de desgaste e de pequenas hérnias aparecem em exames de muitas pessoas sem queixa nenhuma, e por isso o resultado de imagem é sempre lido junto com o exame clínico.

Procedimentos que existem para a coluna

Boa parte dos problemas de coluna é acompanhada sem cirurgia, com orientação médica, reabilitação e, em alguns casos, procedimentos de infiltração ou bloqueio. Quando a literatura discute cirurgia, os procedimentos mais descritos são os seguintes.

  • Discectomia: retirada da parte do disco que pressiona um nervo.
  • Laminectomia: retirada de parte do arco ósseo para ampliar o espaço do canal.
  • Artrodese de coluna: fixação de duas ou mais vértebras para que se unam num bloco, em geral com parafusos e hastes.
  • Bloqueio articular: aplicação de medicação em pontos específicos, usada em diferentes situações.

As técnicas variam: há cirurgias abertas e outras com acesso reduzido e endoscópio. A escolha depende do que foi encontrado, do nível da coluna e da experiência do serviço. Como em todo procedimento, existem riscos e etapas próprias, descritos em cada página.

Para a coluna, o olhar de quem conduz a reabilitação aparece no Clínicas de Fisioterapia. Este site mostra a outra face do tema, a do diagnóstico e do procedimento.

Como costuma ser o pós-operatório da coluna

O pós-operatório da coluna depende muito do tipo de cirurgia. Uma descompressão menor costuma ter internação curta. Uma fixação com vários níveis costuma ter internação maior e acompanhamento mais longo. As fases que a literatura descreve incluem o controle da dor, o cuidado com a ferida, a retomada gradual das atividades da vida diária e a reavaliação por exames, quando a equipe julga necessário.

O ritmo varia conforme o procedimento, a qualidade do osso e o estado geral de saúde. Este site não indica prazos, posturas, atividades nem uso de colete, que são decisões da equipe. A página de pós-operatório de artrodese descreve o que costuma estar envolvido nesse tipo de cirurgia, sem dar permissão para nada.

Palavras que aparecem em laudos da coluna

Os laudos da coluna têm um vocabulário próprio, apresentado aqui apenas em termos gerais. Protrusão e extrusão descrevem graus de deslocamento do material do disco. Abaulamento é uma saliência mais ampla e difusa do disco. Osteófito é um pequeno crescimento ósseo na borda da vértebra, e espondilose é o nome geral do desgaste que envolve esses crescimentos. Artrose facetária é o desgaste das pequenas articulações atrás das vértebras. Listese é o deslizamento de uma vértebra, e forame é a abertura por onde sai o nervo. A leitura e a relação com a queixa são do médico que pediu o exame.

O caminho pelo plano de saúde e pelo SUS

Entre os planos regulamentados, a referência é o Rol da ANS, que lista consultas, exames de imagem e cirurgias de coluna. Alguns itens do Rol trazem diretrizes de utilização. Além do Rol, pesam a segmentação, a carência e a análise da operadora sobre o relatório médico. Como cirurgias de coluna costumam envolver parafusos, hastes e outros implantes, a discussão sobre o material ganha peso, e ela está em material cirúrgico e órteses. O quadro geral está em cirurgia ortopédica pelo plano.

No SUS, o percurso começa na atenção básica, passa pelo encaminhamento ao serviço especializado e, se houver indicação de cirurgia, chega à regulação, onde o pedido entra com laudo e formulário. É o município ou o estado que controla a listagem. A página cirurgia ortopédica pelo SUS detalha cada etapa. Prazos e posições em fila não são publicados.

Onde se tratar: clínicas de ortopedia por cidade

As cidades com mais pontos de ortopedia na base, somando clínicas confirmadas no CNES e serviços de ortopedia de hospitais e unidades públicas. A base tem 1.894 clínicas confirmadas no CNES e 2.402 serviços de ortopedia de hospitais e unidades públicas em 1.497 cidades, competência 08/2026. Nenhuma clínica recebe selo por região do corpo: a atuação na região, quando a clínica declara, aparece com o rótulo de declarada.

  1. São Paulo, SP304 clínicas confirmadas, 90 pontos com SUS405pontos
  2. Rio de Janeiro, RJ132 clínicas confirmadas, 44 pontos com SUS189pontos
  3. Brasília, DF139 clínicas confirmadas, 30 pontos com SUS179pontos
  4. Belo Horizonte, MG102 clínicas confirmadas, 36 pontos com SUS138pontos
  5. Salvador, BA41 clínicas confirmadas, 40 pontos com SUS74pontos
  6. São Luís, MA30 clínicas confirmadas, 14 pontos com SUS46pontos
  7. Osasco, SP31 clínicas confirmadas, 8 pontos com SUS42pontos
  8. Fortaleza, CE20 clínicas confirmadas, 15 pontos com SUS36pontos
  9. Florianópolis, SC20 clínicas confirmadas, 16 pontos com SUS33pontos
  10. Curitiba, PR8 clínicas confirmadas, 19 pontos com SUS28pontos
  11. Manaus, AM3 clínicas confirmadas, 21 pontos com SUS26pontos
  12. Campinas, SP16 clínicas confirmadas, 7 pontos com SUS25pontos

Todos os 27 estados, 1.497 cidades e 276 bairros

O que esta página é, e o que ela não é

Coluna é uma região do corpo, usada aqui para organizar o conteúdo e a área de atuação que uma clínica declara. Não é especialidade nem credencial, e não existe título de especialidade em coluna. O que existe é Ortopedia e Traumatologia, reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina, e Neurocirurgia, que é outra especialidade e também opera a coluna. Por isso, quem declara atuação em coluna aparece sem selo. Veja como tratamos áreas de atuação.

Dúvidas frequentes

Quantos trechos tem a coluna?

A coluna costuma ser dividida em cervical, torácica, lombar, sacral e cóccix. A cervical fica no pescoço, a torácica na altura das costelas e a lombar na parte baixa das costas. Cada trecho tem características e problemas próprios.

Existe título de especialidade para coluna?

Não. A especialidade reconhecida é Ortopedia e Traumatologia, e coluna aparece como área de atuação declarada pela clínica. Há também cirurgiões de outras especialidades que operam a coluna, como a neurocirurgia.

Quem opera a coluna é sempre ortopedista?

Não. A coluna é tratada por ortopedistas e também por neurocirurgiões, conforme a formação e o serviço. Esta página fala do ponto de vista da ortopedia, e a mesma região aparece em outras especialidades.

Toda hérnia de disco é operada?

Não. A literatura descreve que muitos casos são acompanhados sem cirurgia. Quando a cirurgia entra na discussão, a decisão é do médico junto com o paciente, depois de avaliar o conjunto de dados do caso.

Fontes e revisão

  1. AAOS OrthoInfo, Lumbar Spinal Stenosis Consultado em 05/10/2026.
  2. AAOS OrthoInfo, Spinal Fusion Consultado em 05/10/2026.
  3. ANS, Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Consultado em 05/10/2026.
  4. Ministério da Saúde, Como faço para entrar na fila para cirurgia? Consultado em 05/10/2026.
  5. CFM, Resolução 2.380/2024 (relação de especialidades e áreas de atuação, vigente) Consultado em 05/10/2026.
  6. Ministério da Saúde, Biblioteca Virtual em Saúde, Lombalgia (dor nas costas) Consultado em 05/10/2026.
  7. Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), seção do paciente: coluna Consultado em 05/10/2026.