Ir para o conteúdo
Central Ortopédica

Ortopedia pé e tornozelo: lesões, exames e cirurgias

Como são o pé e o tornozelo, quais lesões costumam ser descritas, que exames investigam a região e como funcionam cirurgias, plano e SUS.

Mão segurando o tornozelo acima de um tênis de corrida, sobre a grama
Foto: Kindel Media / Pexels

Por Equipe editorial Central OrtopédicaPublicado em Atualizado em Próxima revisão: 10/2027Conteúdo informativo, sem revisor médico declarado

Estruturas do pé e do tornozelo

O pé sustenta o peso do corpo, absorve impacto e impulsiona o passo. Para isso ele reúne 26 ossos, 33 articulações e uma rede de músculos, tendões e ligamentos. Costuma ser dividido em três partes. O retropé inclui o calcâneo, o osso do calcanhar, e o tálus, que fica logo acima. O mediopé tem um grupo de ossos pequenos que formam o arco. O antepé reúne os cinco ossos longos da frente, os metatarsos, e os dedos. O dedão tem duas falanges, e os outros dedos têm três.

O tornozelo é a articulação entre a perna e o pé. A tíbia e a fíbula formam uma espécie de encaixe, chamado de pinça maleolar, dentro do qual o tálus se move. Dos lados, ligamentos mantêm o encaixe estável. Os do lado de fora são os mais comumente citados nas torções. Atrás, o tendão de Aquiles, o mais volumoso do corpo, liga os músculos da panturrilha ao calcâneo. Outros tendões passam por trás e pela frente do tornozelo e movem o pé e os dedos.

Na sola, uma faixa resistente de tecido, a fáscia plantar, vai do calcanhar até a base dos dedos e ajuda a sustentar o arco. Nervos pequenos passam entre os metatarsos e dão sensibilidade aos dedos. O desenho do arco, que varia de pessoa para pessoa, também faz parte do vocabulário: fala-se em pé plano quando o arco é baixo e em pé cavo quando é alto. Cada uma dessas peças pode ser a origem de uma queixa diferente, o que explica o grande número de nomes na região.

Lesões mais comuns do pé e do tornozelo

As páginas abaixo tratam das mais pesquisadas, com o ponto de vista do diagnóstico e do procedimento.

Também fazem parte da região a artrose do tornozelo e dos pequenos ossos do pé, os dedos em garra, as fraturas do calcâneo e dos metatarsos e as deformidades do pé em crianças, vistas na página de ortopedia pediátrica. Dor no pé, em particular, é uma queixa muito comum e de origens variadas. Este site não ajuda a identificar a causa de uma queixa, o que é função do profissional de saúde.

Exames usados na investigação

O exame costuma começar pela observação do pé em pé e em movimento. O médico olha o formato do arco, o alinhamento do calcanhar, os desvios dos dedos, a pele e o calçado, e vê como a pessoa anda. Depois examina o pé sentado, apalpa estruturas, testa a mobilidade de cada articulação e a força dos tendões, e faz manobras que avaliam ligamentos e nervos.

Os exames de imagem mais citados, em termos gerais:

  • A radiografia, muitas vezes feita com o paciente em pé, mostra os ossos sob o peso do corpo, o alinhamento, o desvio de dedos e as fraturas.
  • A ressonância magnética mostra tendões, ligamentos, cartilagem, nervos e a medula do osso.
  • O ultrassom avalia tendões, a fáscia plantar e líquido, e permite examinar com movimento.
  • A tomografia detalha fraturas complexas e articulações pequenas, como as do mediopé.

Cabe ao médico que acompanha o caso escolher o exame, o momento de pedi-lo e a forma de lê-lo. Este texto não interpreta laudo. Muitas alterações, como esporões e desvios leves, aparecem em exames de pessoas sem queixa, e por isso a imagem é lida junto com o exame clínico.

Procedimentos que existem para o pé e o tornozelo

Muitos problemas do pé e do tornozelo são acompanhados sem cirurgia, com orientação médica, reabilitação, mudanças de calçado e uso de palmilhas ou órteses indicadas pelo profissional. Quando a literatura discute cirurgia, os procedimentos mais descritos são estes.

  • Cirurgia de hálux valgo: correção do desvio do dedão por cortes e realinhamento do osso, em técnicas variadas.
  • Osteossíntese: fixação de fraturas, como as de tornozelo, com placas e parafusos.
  • Tenotomia: secção de um tendão ou parte dele, usada em situações específicas.
  • Infiltração articular: aplicação de medicação em uma articulação ou perto de um tendão.

O pé também recebe cirurgias de reparo de ligamentos do tornozelo, de reconstrução de tendões, de fixação de articulações e de retirada de nervo, entre outras. Cada técnica tem as suas etapas e riscos. A reabilitação do pé e do tornozelo, descrita por quem a conduz, está no Clínicas de Fisioterapia. Aqui o ponto de vista é o diagnóstico e o procedimento.

Como costuma ser o pós-operatório do pé e do tornozelo

No pé e no tornozelo, o cuidado com o apoio costuma ser o tema central do pós-operatório, e ele varia muito. Em algumas cirurgias o pé fica protegido por bota, gesso ou calçado especial, e o apoio é definido pela equipe caso a caso. O controle do inchaço também é frequente, porque o pé fica na parte mais baixa do corpo. As fases que a literatura descreve incluem o cuidado com a ferida, a retirada de pontos, a retomada gradual do movimento e a volta ao calçado habitual.

O ritmo muda conforme a cirurgia, a qualidade do osso e a saúde geral. Este site não indica prazos de apoio, tipos de calçado, atividades nem quando dirigir. Isso é decidido pela equipe que operou. Veja o que costuma estar envolvido em pós-operatório de hálux valgo e em pós-operatório de fratura.

Palavras que aparecem em laudos do pé e do tornozelo

Alguns termos são comuns. Maléolo é a saliência óssea dos lados do tornozelo, e a pinça maleolar é o encaixe formado por eles. Tálus e calcâneo são os dois ossos do retropé. Esporão é um crescimento ósseo no calcâneo, visto com frequência em exames de pessoas sem queixa. Metatarsalgia é o nome geral para dor na região dos metatarsos. Pronação e supinação descrevem a inclinação do pé para dentro ou para fora no apoio. Entorse é a lesão de ligamento por torção. Os termos são apresentados em linguagem geral, e o significado de cada achado é explicado pelo médico que pediu o exame.

O caminho pelo plano de saúde e pelo SUS

Entre os planos regulamentados, o Rol da ANS lista as consultas, os exames e as cirurgias de cobertura obrigatória, e a fixação de fraturas do tornozelo consta ali. A partir do Rol, contam a segmentação do contrato, a carência e a análise da operadora sobre o relatório médico. Palmilhas e órteses de uso externo seguem uma lógica própria, explicada em material cirúrgico e órteses. O quadro geral está em cirurgia ortopédica pelo plano.

Na rede pública, as cirurgias programadas do pé começam na atenção básica, passam pelo encaminhamento ao serviço especializado e entram na regulação com laudo e formulário, sob controle do município ou do estado. Fraturas, por outro lado, costumam ser atendidas pela porta de urgência. O fluxo está em cirurgia ortopédica pelo SUS. Prazos e posições em fila não são divulgados aqui.

Onde se tratar: clínicas de ortopedia por cidade

As cidades com mais pontos de ortopedia na base, somando clínicas confirmadas no CNES e serviços de ortopedia de hospitais e unidades públicas. A base tem 1.894 clínicas confirmadas no CNES e 2.402 serviços de ortopedia de hospitais e unidades públicas em 1.497 cidades, competência 08/2026. Nenhuma clínica recebe selo por região do corpo: a atuação na região, quando a clínica declara, aparece com o rótulo de declarada.

  1. São Paulo, SP304 clínicas confirmadas, 90 pontos com SUS405pontos
  2. Rio de Janeiro, RJ132 clínicas confirmadas, 44 pontos com SUS189pontos
  3. Brasília, DF139 clínicas confirmadas, 30 pontos com SUS179pontos
  4. Belo Horizonte, MG102 clínicas confirmadas, 36 pontos com SUS138pontos
  5. Salvador, BA41 clínicas confirmadas, 40 pontos com SUS74pontos
  6. São Luís, MA30 clínicas confirmadas, 14 pontos com SUS46pontos
  7. Osasco, SP31 clínicas confirmadas, 8 pontos com SUS42pontos
  8. Fortaleza, CE20 clínicas confirmadas, 15 pontos com SUS36pontos
  9. Florianópolis, SC20 clínicas confirmadas, 16 pontos com SUS33pontos
  10. Curitiba, PR8 clínicas confirmadas, 19 pontos com SUS28pontos
  11. Manaus, AM3 clínicas confirmadas, 21 pontos com SUS26pontos
  12. Campinas, SP16 clínicas confirmadas, 7 pontos com SUS25pontos

Todos os 27 estados, 1.497 cidades e 276 bairros

O que esta página é, e o que ela não é

Pé e tornozelo é uma região do corpo, e esta página serve de mapa do assunto e de rótulo da área que a clínica declara. Não é uma especialidade nem uma credencial, e não existe título de especialidade em pé e tornozelo. O Conselho Federal de Medicina reconhece Ortopedia e Traumatologia, e a área declarada aparece sem selo. A diferença está em como tratamos áreas de atuação.

Dúvidas frequentes

O tornozelo e o pé são a mesma região?

Ficam lado a lado e costumam ser tratados juntos na ortopedia, mas têm articulações diferentes. O tornozelo liga a perna ao pé, e o pé tem dezenas de pequenas articulações que ajustam o apoio no chão.

Quantos ossos tem o pé?

O pé tem 26 ossos, divididos em retropé, mediopé e antepé. O tornozelo reúne a tíbia, a fíbula e o tálus, o osso que faz a ponte para o pé.

Existe título de especialidade para pé e tornozelo?

Não. A especialidade reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina é Ortopedia e Traumatologia. Pé e tornozelo aparece como área de atuação declarada pela clínica, sem selo.

Todo problema do pé exige cirurgia?

Não. A literatura descreve que muitos quadros são acompanhados sem cirurgia, com orientação médica, reabilitação e adaptações no calçado. A decisão é do médico junto com o paciente.

Fontes e revisão

  1. AAOS OrthoInfo, Ankle Fractures (Broken Ankle) Consultado em 05/10/2026.
  2. AAOS OrthoInfo, Bunion Surgery Consultado em 05/10/2026.
  3. ANS, Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Consultado em 05/10/2026.
  4. Ministério da Saúde, Como faço para entrar na fila para cirurgia? Consultado em 05/10/2026.
  5. CFM, Resolução 2.380/2024 (relação de especialidades e áreas de atuação, vigente) Consultado em 05/10/2026.
  6. Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), seção do paciente: pé e tornozelo Consultado em 05/10/2026.