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Central Ortopédica

Hérnia de disco lombar: o que é, como é investigada e quais são os tratamentos

Veja o que é a hérnia de disco lombar, como o diagnóstico costuma ser investigado por exame clínico e imagem e quais tratamentos a literatura descreve.

Por Equipe editorial Central OrtopédicaPublicado em Atualizado em Próxima revisão: 10/2027Conteúdo informativo, sem revisor médico declarado

O que é hérnia de disco lombar

Entre uma vértebra e outra da coluna há um disco, uma almofada com núcleo gelatinoso no centro e um anel fibroso de revestimento. A hérnia de disco ocorre quando parte desse núcleo se desloca para além do anel e pode pressionar estruturas próximas, como raízes nervosas. Na região lombar, na parte baixa das costas, é onde a hérnia é mais descrita, em especial nos níveis L4-L5 e L5-S1. Surge por desgaste ao longo dos anos, por esforço ou sem um motivo claro, e é mais comum em adultos entre 30 e 50 anos.

Quais estruturas estão envolvidas

A coluna lombar tem cinco vértebras, numeradas de L1 a L5, apoiadas sobre o sacro. Os discos ficam entre elas. Atrás dos discos passa o canal vertebral, por onde descem os nervos, que saem em pares pelas laterais. Quando o material do disco se desloca para trás ou para o lado, pode encostar em uma raiz nervosa, o que explica por que algumas hérnias se associam a dor que desce pela perna. Músculos, ligamentos e articulações da coluna também participam da dor nas costas, e isso complica o quadro.

O que as pessoas costumam relatar

Em geral, as pessoas relatam dor na parte baixa das costas, às vezes acompanhada de dor que desce por um dos lados da perna, formigamento ou sensação de fraqueza. Há quem fique pior sentado e quem fique pior em pé. Muitas hérnias dão poucas queixas, e outras dão muitas. Existem sinais de alerta que exigem atendimento médico sem demora, como perda de força importante ou alteração no controle da bexiga ou do intestino. Os relatos não servem para fechar diagnóstico por conta própria.

Como costuma ser investigada

Exame clínico

O médico pergunta como a dor começou, como se comporta e o que a piora ou alivia. No exame físico, observa a postura, a mobilidade da coluna, a força dos músculos da perna, os reflexos e a sensibilidade. Realiza manobras em que levanta a perna esticada ou movimenta o corpo para ver se a dor reproduz o trajeto do nervo. Esse exame ajuda a ligar a queixa ao nível da coluna e a distinguir dores de origem muscular das de origem nervosa.

Exames de imagem

A ressonância magnética é o exame mais usado para avaliar discos e nervos, pois mostra tecidos moles com detalhe e permite ver o nível, o tamanho e a direção da hérnia. A tomografia mostra com mais detalhe o osso e pode ser alternativa quando a ressonância não é possível. A radiografia mostra o alinhamento e o desgaste dos ossos, mas não mostra o disco. Como hérnias aparecem em pessoas sem dor, a imagem é lida junto com o exame clínico, e a leitura é do médico.

Com o que costuma ser diferenciada

Dor nas costas tem muitas causas, e a hérnia é apenas uma delas. O médico costuma diferenciá-la de dores musculares e de origem nas articulações da coluna, da estenose do canal, da espondilolistese, de alterações do quadril e de causas que não vêm da coluna. Dor que desce pela perna também pode ter outras origens. Como a imagem mostra hérnias em pessoas sem queixa, a associação entre o que se vê e o que a pessoa sente é feita pelo médico.

Tratamentos que existem

Abordagem sem cirurgia

A literatura descreve que a maior parte dos casos é acompanhada sem cirurgia, e muitos quadros dolorosos se atenuam de forma gradual. Costuma-se envolver consultas, orientações sobre a rotina, reabilitação conduzida por fisioterapeuta, medidas para controle da dor definidas pelo médico e, em casos selecionados, procedimentos guiados por imagem para aplicação de medicamento perto do nervo. A resposta varia, e o plano é ajustado ao longo do acompanhamento.

Quando a cirurgia entra na discussão

A cirurgia é discutida quando há déficit neurológico importante ou progressivo, dor muito intensa que não responde ao acompanhamento bem conduzido ou situações de urgência, como a compressão grave dos nervos. O procedimento mais descrito é a discectomia, em que o cirurgião retira a parte do disco que comprime o nervo, por técnica aberta, microscópica ou endoscópica. Em casos específicos, associa-se uma fixação da coluna, a artrodese. A indicação, a técnica e o momento são decididos pelo cirurgião.

O que costuma envolver a recuperação

A recuperação varia de forma ampla. Sem cirurgia, o acompanhamento costuma envolver semanas a meses, e a evolução da dor tem ritmo próprio. Após cirurgia, há fases de proteção da coluna e de retomada gradual, que podem se estender por meses. Intervalos assim são gerais, e não prazos. Este site não indica exercícios, posturas, cargas nem retorno ao trabalho, que são orientados pela equipe responsável pelo paciente.

A reabilitação, vista por quem a conduz, tem página própria no Clínicas de Fisioterapia. Aqui o assunto é o diagnóstico e o procedimento.

Cobertura pelo plano e pelo SUS

Nos planos de saúde regulamentados, o ponto de partida é o Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da ANS, que lista o que tem cobertura obrigatória conforme a segmentação contratada. Prazos de carência e a documentação do médico assistente fazem parte da análise. Consultas, ressonância e procedimentos como a discectomia aparecem nas regras de cobertura, conforme o contrato e a justificativa do médico.

Cada procedimento tem a sua própria conferência de cobertura, com versão do Rol e data. Os mais ligados a este assunto são discectomia, artrodese de coluna.

No SUS, o caminho em geral passa pela unidade básica de saúde, que encaminha ao serviço especializado pelo sistema de regulação. A oferta de exames e cirurgias depende da rede local, e a espera varia. Para entender os dois caminhos em termos gerais, veja cirurgia ortopédica pelo plano e cirurgia ortopédica pelo SUS.

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Dúvidas frequentes

Hérnia de disco e protrusão são a mesma coisa?

Os termos descrevem graus diferentes de deslocamento do disco. Os laudos usam protrusão e extrusão para indicar a forma do abaulamento. O significado para cada pessoa só o médico avalia.

Ter hérnia de disco no exame significa ter dor?

Não necessariamente. A literatura descreve hérnias na imagem de pessoas sem queixa. O médico relaciona a imagem com a história e o exame clínico.

Toda hérnia de disco precisa de cirurgia?

Não. A maioria dos casos é acompanhada sem cirurgia, segundo a literatura. A cirurgia é discutida em situações específicas, e a decisão é do médico.

O que significa L4-L5 ou L5-S1 no laudo?

São os níveis da coluna lombar em que o disco está alterado, contando as vértebras. O nível ajuda a equipe a relacionar a imagem com o exame clínico.

Fontes e revisão

  1. StatPearls, Lumbar Disc Herniation Consultado em 05/10/2026.
  2. ANS, Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar Consultado em 05/10/2026.
  3. Ministério da Saúde, Sistema Único de Saúde (SUS) Consultado em 05/10/2026.
  4. Ministério da Saúde, Biblioteca Virtual em Saúde, Hérnia de disco Consultado em 05/10/2026.
  5. Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), dor lombar, quais os motivos Consultado em 05/10/2026.