Por Equipe editorial Central OrtopédicaPublicado em Atualizado em Próxima revisão: 10/2027Conteúdo informativo, sem revisor médico declarado
Estruturas do joelho
O joelho é a maior articulação do corpo e uma das mais exigidas. Ele junta três ossos: o fêmur, na coxa, a tíbia, na canela, e a patela, o osso pequeno e redondo na frente. A fíbula, que corre ao lado da tíbia, fica próxima, mas participa pouco do movimento. Na prática, o joelho funciona como duas articulações em uma. Uma liga o fêmur à tíbia e dobra e estica a perna. A outra liga a patela ao fêmur e faz a patela deslizar numa canaleta quando o joelho se move.
Dentro da articulação ficam os dois ligamentos cruzados, o anterior e o posterior, que se cruzam no centro e controlam o deslizamento da tíbia. Dos lados ficam os ligamentos colaterais, um interno e um externo, que dão estabilidade lateral. Entre o fêmur e a tíbia há os meniscos, duas peças de cartilagem em forma de meia-lua que repartem o peso e amortecem o impacto. As superfícies dos ossos são recobertas por cartilagem articular, um tecido liso e firme que reduz o atrito.
Fora da articulação, os tendões do quadríceps e o tendão patelar ligam os músculos da coxa à patela e à tíbia. São eles que permitem esticar o joelho. Atrás, os músculos posteriores da coxa e da panturrilha também cruzam a região. Bursas, pequenas bolsas com líquido, ajudam os tecidos a deslizar. Conhecer esse conjunto ajuda a entender por que um mesmo joelho pode ter problemas muito diferentes e por que os laudos citam tantas estruturas.
Lesões mais comuns do joelho
As lesões do joelho costumam ser descritas conforme a estrutura atingida. Cada uma tem página própria neste site, com o ponto de vista do diagnóstico e do procedimento.
- Ruptura de LCA: o rompimento do ligamento cruzado anterior, bastante descrito em esportes com giro e salto.
- Ruptura de LCP: o rompimento do ligamento cruzado posterior, menos frequente, muitas vezes ligado a pancadas fortes na frente da perna.
- Lesão de menisco: rupturas na cartilagem em meia-lua, que podem surgir por torção ou por desgaste ao longo dos anos.
- Condromalácia patelar: amolecimento e desgaste da cartilagem sob a patela.
- Luxação patelar: o deslocamento da patela para fora da canaleta.
- Tendinopatia patelar: a irritação do tendão que liga a patela à tíbia, comum em quem faz saltos repetidos.
Esses são os nomes mais pesquisados, mas a lista não esgota o assunto. O joelho também sofre fraturas, infecções, inflamações da membrana que reveste a articulação e o desgaste crônico da cartilagem, chamado de artrose. Em muitos casos duas estruturas são atingidas ao mesmo tempo, como ligamento e menisco, e por isso o médico costuma olhar o joelho como um conjunto. Este site não permite concluir qual é a causa de uma queixa. Ele descreve os nomes e os caminhos que existem.
Exames usados na investigação
A investigação de um problema no joelho costuma começar pela conversa e pelo exame físico. O médico pergunta como a queixa começou, observa o joelho, compara com o outro lado, avalia o movimento e faz manobras específicas para testar ligamentos, meniscos e patela. Esse exame tem peso grande e orienta o que vem depois.
Os exames de imagem complementam. Em termos gerais:
- A radiografia mostra os ossos, o alinhamento da perna, o espaço entre os ossos e sinais de desgaste ou de fratura.
- A ressonância magnética mostra as partes moles: ligamentos, meniscos, cartilagem e tendões. É o exame mais usado para detalhar lesões dessas estruturas.
- A tomografia detalha os ossos em cortes e é usada quando é preciso ver fraturas ou a forma do osso com mais precisão.
- O ultrassom enxerga tendões e líquido ao redor da articulação, e depende muito de quem o realiza.
- A análise do líquido da articulação, retirado por punção, é usada em situações específicas, como suspeita de infecção ou de inflamação.
Quem pede cada exame, quando pede e como interpreta é decisão do médico que acompanha o caso. Este texto não interpreta laudo de ninguém. Um achado na imagem nem sempre explica uma queixa, e uma queixa pode existir sem achado marcante. Por isso a leitura é sempre feita em conjunto com a história e o exame físico.
Procedimentos que existem para o joelho
Os procedimentos descritos na literatura vão dos menos invasivos aos mais extensos. A escolha varia conforme a lesão, a idade, a rotina e o que o médico encontra. As páginas abaixo explicam cada um em termos gerais.
- Artroscopia de joelho: técnica em que o cirurgião entra na articulação por pequenos cortes, com uma câmera fina, para ver e tratar estruturas internas.
- Cirurgia de LCA: reconstrução do ligamento cruzado anterior com um enxerto.
- Meniscectomia: retirada da parte lesionada do menisco.
- Sutura de menisco: reparo do menisco com pontos, em lugar da retirada.
- Prótese de joelho: substituição das superfícies da articulação por um implante.
- Infiltração articular: aplicação de medicação dentro da articulação, que também é usada em outras regiões.
Há ainda abordagens sem cirurgia, descritas para boa parte dos problemas do joelho: acompanhamento médico, orientações sobre o uso da articulação, reabilitação com fisioterapeuta e, em alguns casos, órteses. A reabilitação é tema de outra área da saúde. A reabilitação do joelho, descrita por quem a conduz, tem conteúdo próprio no Clínicas de Fisioterapia. Este site trata do outro lado do assunto: o diagnóstico e o procedimento.
Como costuma ser o pós-operatório do joelho
O pós-operatório varia bastante conforme a cirurgia. Depois de uma artroscopia, a internação costuma ser curta ou inexistente. Depois de uma prótese, costuma haver internação de alguns dias. Em ambos os casos, há fases em geral parecidas: o controle da dor e do inchaço nos primeiros dias, o retorno gradual do movimento, o ganho de força e, mais adiante, a reavaliação pela equipe.
O tempo de cada fase muda de pessoa para pessoa e depende do procedimento, das lesões associadas e da orientação de quem operou. Por isso este site não indica prazos, não libera atividades e não descreve condutas. O que cabe aqui é mostrar o que costuma estar envolvido, e cada página de pós-operatório faz isso: pós-operatório de LCA, pós-operatório de prótese de joelho e pós-operatório de artroscopia. Tudo o que a equipe orientar vale mais do que qualquer texto geral.
Palavras que aparecem em laudos do joelho
Quem lê um laudo de joelho costuma encontrar termos técnicos. Este glossário explica o vocabulário em termos gerais, sem interpretar nenhum resultado. Derrame articular é o acúmulo de líquido dentro da articulação. Edema ósseo é o aumento de água na medula do osso, visto na ressonância. Condropatia é o desgaste da cartilagem, e seus graus descrevem a profundidade da alteração. Cisto de Baker é uma bolsa de líquido na parte de trás do joelho. Plica é uma dobra da membrana que reveste a articulação. Osteófito é um pequeno crescimento ósseo na borda da articulação, associado ao desgaste. Quem lê o resultado e o relaciona com a queixa é o médico que pediu o exame.
O caminho pelo plano de saúde e pelo SUS
Pelo plano, tudo começa no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, a lista da ANS com consultas, exames e cirurgias de cobertura obrigatória. Nela constam, entre outros, a ressonância do joelho, a artroscopia e a artroplastia. Mas constar no Rol é só o primeiro passo: contam também a segmentação do contrato (ambulatorial, hospitalar ou referência), a carência e a análise que a operadora faz do pedido médico. As regras gerais estão em cirurgia ortopédica pelo plano, e a prótese, que envolve implante, é discutida em material cirúrgico e órteses.
Pelo SUS, o joelho segue o mesmo desenho das demais cirurgias eletivas. Há atendimento na atenção básica, encaminhamento ao ortopedista da rede e, havendo indicação cirúrgica, laudo e formulário que alimentam um sistema de regulação mantido pelo município ou pelo estado, como descreve o Ministério da Saúde. O passo a passo está em cirurgia ortopédica pelo SUS. Tempo de espera e posição em fila ficam de fora deste site de propósito, porque variam por lugar e por época.
Onde se tratar: clínicas de ortopedia por cidade
As cidades com mais pontos de ortopedia na base, somando clínicas confirmadas no CNES e serviços de ortopedia de hospitais e unidades públicas. A base tem 1.894 clínicas confirmadas no CNES e 2.402 serviços de ortopedia de hospitais e unidades públicas em 1.497 cidades, competência 08/2026. Nenhuma clínica recebe selo por região do corpo: a atuação na região, quando a clínica declara, aparece com o rótulo de declarada.
- São Paulo, SP304 clínicas confirmadas, 90 pontos com SUS405pontos
- Rio de Janeiro, RJ132 clínicas confirmadas, 44 pontos com SUS189pontos
- Brasília, DF139 clínicas confirmadas, 30 pontos com SUS179pontos
- Belo Horizonte, MG102 clínicas confirmadas, 36 pontos com SUS138pontos
- Salvador, BA41 clínicas confirmadas, 40 pontos com SUS74pontos
- São Luís, MA30 clínicas confirmadas, 14 pontos com SUS46pontos
- Osasco, SP31 clínicas confirmadas, 8 pontos com SUS42pontos
- Fortaleza, CE20 clínicas confirmadas, 15 pontos com SUS36pontos
- Florianópolis, SC20 clínicas confirmadas, 16 pontos com SUS33pontos
- Curitiba, PR8 clínicas confirmadas, 19 pontos com SUS28pontos
- Manaus, AM3 clínicas confirmadas, 21 pontos com SUS26pontos
- Campinas, SP16 clínicas confirmadas, 7 pontos com SUS25pontos
Todos os 27 estados, 1.497 cidades e 276 bairros
O que esta página é, e o que ela não é
Joelho é uma região do corpo, e aqui ela serve para organizar o assunto. Também organiza a área de atuação que uma clínica pode declarar no diretório. Não é uma especialidade e não é uma credencial: o Conselho Federal de Medicina reconhece Ortopedia e Traumatologia, e não existe título de especialidade em joelho. Uma clínica que declara atuação em joelho aparece sem selo de verificação. A distinção, que vale para todas as regiões, está explicada em como tratamos áreas de atuação.
Para continuar lendo
Quem chegou até aqui provavelmente quer ver uma lesão ou um procedimento com mais detalhe. Os links acima levam a cada um. Para entender como os planos tratam o material usado nas cirurgias, como a prótese, há a página sobre material cirúrgico e órteses.
Dúvidas frequentes
Existe título de especialidade para joelho?
Não. A relação oficial do Conselho Federal de Medicina reconhece Ortopedia e Traumatologia como especialidade, e não traz um título separado para joelho. Quando uma clínica fala em joelho, é uma área de atuação que ela declara.
O joelho tem só uma articulação?
Não. Há a articulação entre o fêmur e a tíbia e a articulação entre a patela e o fêmur. Cada uma tem estruturas próprias, e os problemas podem atingir uma delas ou as duas.
Cirurgia de joelho é sempre artroscopia?
Não. A artroscopia, feita com pequenos cortes e uma câmera, é uma das técnicas. Há também cirurgias abertas, como a prótese, e a escolha varia conforme o caso.
O plano de saúde cobre as cirurgias do joelho?
Muitas constam no Rol da ANS, mas a cobertura depende da segmentação do contrato, da carência e da autorização da operadora. Cada procedimento tem página própria com a conferência no Rol.
Fontes e revisão
- AAOS OrthoInfo, Meniscus Tears Consultado em 05/10/2026.
- AAOS OrthoInfo, Total Knee Replacement Consultado em 05/10/2026.
- ANS, Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Consultado em 05/10/2026.
- Ministério da Saúde, Como faço para entrar na fila para cirurgia? Consultado em 05/10/2026.
- CFM, Resolução 2.380/2024 (relação de especialidades e áreas de atuação, vigente) Consultado em 05/10/2026.
- Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), seção do paciente: joelho Consultado em 05/10/2026.
