Por Equipe editorial Central OrtopédicaPublicado em Atualizado em Próxima revisão: 10/2027Conteúdo informativo, sem revisor médico declarado
Estruturas do esqueleto em crescimento
A ortopedia pediátrica não trata de um órgão em particular, e sim de uma fase da vida. O esqueleto da criança está em formação, e isso muda a anatomia e os problemas mais comuns. Por esse motivo, a região reúne conteúdos que em adultos ficariam dispersos entre o quadril, o pé, a coluna e os ossos longos.
A diferença central está nas placas de crescimento, também chamadas de fises. São faixas de cartilagem localizadas perto das extremidades dos ossos longos, onde o osso se alonga. Enquanto existem, elas são a parte mais frágil do esqueleto: em quedas e torções, a literatura descreve com frequência lesões que passam por esse ponto, e não pelo ligamento, como ocorreria em um adulto. Os ossos da criança também são mais flexíveis, e por isso há fraturas incompletas, como a chamada fratura em galho verde.
Outras estruturas têm particularidades. O osso é recoberto por uma membrana, o periósteo, mais espessa e mais ativa na criança, o que costuma favorecer a formação de osso novo. Os tendões se prendem em pontos de crescimento, chamados apófises, que podem sofrer tração em fases de crescimento rápido. O quadril do recém-nascido tem um encaixe ainda parcialmente cartilaginoso, e o pé tem arcos que se formam ao longo dos primeiros anos. Por tudo isso, o que é comum numa fase pode ser raro em outra, e o vocabulário do laudo muda com a idade.
Condições mais descritas na infância
As páginas abaixo tratam das mais pesquisadas, com o ponto de vista do diagnóstico e do procedimento. Esta página não descreve sinais de alerta nem ensina a reconhecer problemas, e não faz avaliação de crescimento nem diagnóstico.
- Displasia do quadril: o desenvolvimento anormal do encaixe do quadril, que costuma ser pesquisado a partir dos primeiros meses de vida e é objeto de triagem pelo pediatra.
- Pé plano infantil: o arco baixo do pé, comum nos primeiros anos e descrito como parte do desenvolvimento em boa parte dos casos.
- Doença de Osgood-Schlatter: a irritação da inserção do tendão patelar na tíbia, na fase de crescimento rápido, em geral na adolescência.
- Escoliose: a curvatura lateral da coluna, vista com frequência na adolescência e tratada também na página de ortopedia da coluna.
A infância ainda reúne fraturas de ossos longos, pé torto congênito, diferenças de comprimento das pernas, deformidades dos membros e lesões por esporte. A região do quadril e a do pé e tornozelo têm páginas próprias para o adulto, e muitas das estruturas são as mesmas.
Exames usados na investigação
A avaliação de uma criança costuma começar pela conversa com os responsáveis e pelo exame físico. O profissional observa como a criança se movimenta e anda, compara os dois lados, mede a amplitude das articulações e olha o alinhamento das pernas, dos pés e da coluna. Em recém-nascidos e lactentes, o exame do quadril faz parte da rotina do pediatra.
Em termos gerais, os exames de imagem mais citados:
- A radiografia mostra ossos, alinhamento e placas de crescimento. Em crianças, a interpretação considera a idade, porque o osso muda de aspecto ao longo do desenvolvimento.
- O ultrassom é o método mais usado para avaliar o quadril do bebê, porque a cartilagem ainda não aparece bem na radiografia e o exame não usa radiação.
- A ressonância magnética mostra partes moles e cartilagem e é usada em situações específicas, às vezes com sedação em crianças pequenas.
- A tomografia detalha fraturas complexas, e o uso é ponderado por causa da radiação.
- A radiografia panorâmica da coluna ou das pernas, feita em pé, é usada para medir curvaturas e alinhamento.
A escolha dos exames, o momento e a leitura são do médico, e este texto não interpreta laudo. Valores e medidas mudam com a idade, e por isso um dado isolado, sem o contexto da avaliação, não permite conclusões.
Procedimentos que existem na ortopedia pediátrica
Muitas condições da infância são acompanhadas sem cirurgia, com observação periódica, orientação médica, reabilitação e, em alguns casos, órteses ou dispositivos que o profissional indica, como imobilizações e coletes. Quando a literatura discute cirurgia, ela depende muito da idade e do diagnóstico.
- Osteossíntese: fixação de fraturas com fios, placas, parafusos ou hastes, que na criança é planejada para respeitar as placas de crescimento.
- Cirurgia de hálux valgo: descrita sobretudo no adulto, aparece aqui como referência para deformidades do pé.
Existem ainda cirurgias específicas da infância, como reposicionamento do quadril, correção de deformidades e de diferenças de comprimento das pernas, que fazem parte da lista do site e serão tratadas à medida que as páginas forem publicadas. As técnicas e o momento de cada uma são discutidos caso a caso pela equipe médica, e a literatura não traz uma regra única. Quem quiser ver o tema pelo ângulo da reabilitação pode ler o conteúdo do Clínicas de Fisioterapia. Aqui o assunto é diagnóstico e procedimento.
Como costuma ser o pós-operatório na infância
O pós-operatório infantil tem uma característica: a criança cresce, e por isso o acompanhamento costuma durar mais do que a cicatrização, porque a equipe também observa o crescimento do osso operado. Em termos gerais, as fases incluem o controle da dor, o cuidado com a ferida, o uso de gesso, tala ou outro dispositivo por algum tempo, a retirada de fios ou de material quando previsto e as consultas de revisão, com exames de imagem quando a equipe julga necessário.
O ritmo muda com a idade, a cirurgia e a criança. Este site não indica prazos, atividades escolares, esporte nem cuidados diários, que são orientações da equipe que operou. A página de pós-operatório de fratura descreve o que costuma estar envolvido, sem dar permissão para nada.
Palavras que aparecem na ortopedia pediátrica
Alguns termos são frequentes. Fise é o nome técnico da placa de crescimento. Apófise é o ponto de crescimento onde um tendão se prende ao osso. Fratura em galho verde é a fratura incompleta, comum em ossos flexíveis. Epífise e metáfise são as partes do osso perto da extremidade. Ossificação é o processo em que a cartilagem vira osso. Genu varo e genu valgo descrevem o alinhamento dos joelhos, mais para fora ou mais para dentro. Esses termos são apresentados em linguagem geral, não servem para avaliar uma criança, e o significado de cada achado é explicado por quem acompanha o caso.
O caminho pelo plano de saúde e pelo SUS
Em planos regulamentados, o Rol da ANS lista consultas, exames e cirurgias de cobertura obrigatória conforme o tipo de plano. Depois dele, contam a segmentação do contrato, a carência e a análise da operadora sobre o pedido médico. A ANS fixa prazos máximos para consultas com especialistas e para internação eletiva, contados depois da carência. O quadro geral está em cirurgia ortopédica pelo plano.
Na rede pública, a criança costuma ser acompanhada na atenção básica, inclusive na puericultura, e dali segue ao serviço especializado pelo sistema de regulação, com laudo e formulário, sob controle do município ou do estado. Fraturas por queda entram pela urgência. O fluxo está em cirurgia ortopédica pelo SUS. Prazos e posições em fila não são divulgados.
Onde se tratar: clínicas de ortopedia por cidade
As cidades com mais pontos de ortopedia na base, somando clínicas confirmadas no CNES e serviços de ortopedia de hospitais e unidades públicas. A base tem 1.894 clínicas confirmadas no CNES e 2.402 serviços de ortopedia de hospitais e unidades públicas em 1.497 cidades, competência 08/2026. Nenhuma clínica recebe selo por região do corpo: a atuação na região, quando a clínica declara, aparece com o rótulo de declarada.
- São Paulo, SP304 clínicas confirmadas, 90 pontos com SUS405pontos
- Rio de Janeiro, RJ132 clínicas confirmadas, 44 pontos com SUS189pontos
- Brasília, DF139 clínicas confirmadas, 30 pontos com SUS179pontos
- Belo Horizonte, MG102 clínicas confirmadas, 36 pontos com SUS138pontos
- Salvador, BA41 clínicas confirmadas, 40 pontos com SUS74pontos
- São Luís, MA30 clínicas confirmadas, 14 pontos com SUS46pontos
- Osasco, SP31 clínicas confirmadas, 8 pontos com SUS42pontos
- Fortaleza, CE20 clínicas confirmadas, 15 pontos com SUS36pontos
- Florianópolis, SC20 clínicas confirmadas, 16 pontos com SUS33pontos
- Curitiba, PR8 clínicas confirmadas, 19 pontos com SUS28pontos
- Manaus, AM3 clínicas confirmadas, 21 pontos com SUS26pontos
- Campinas, SP16 clínicas confirmadas, 7 pontos com SUS25pontos
Todos os 27 estados, 1.497 cidades e 276 bairros
O que esta página é, e o que ela não é
Ortopedia pediátrica é um recorte de conteúdo por faixa de idade. Serve para organizar o assunto e a área de atuação que uma clínica declara. Não é especialidade nem credencial, e não existe título de especialidade em ortopedia pediátrica. O Conselho Federal de Medicina reconhece Ortopedia e Traumatologia, e a área declarada aparece sem selo. Esta página também não avalia o crescimento de nenhuma criança. Veja como tratamos áreas de atuação.
Dúvidas frequentes
Por que o osso da criança é diferente do osso do adulto?
Porque está em crescimento. Os ossos longos têm, perto das pontas, regiões de cartilagem chamadas placas de crescimento, que são mais frágeis que o osso já formado. Por isso as lesões e os cuidados na infância têm particularidades.
Existe título de especialidade para ortopedia pediátrica?
Não. A especialidade reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina é Ortopedia e Traumatologia. Ortopedia pediátrica aparece como área de atuação declarada pela clínica, sem selo de verificação.
Esta página diz se o crescimento de uma criança está normal?
Não. Este site não avalia crescimento nem interpreta o que a família observa. Quem acompanha o desenvolvimento é o pediatra, e a avaliação ortopédica cabe a um profissional de saúde.
O plano de saúde cobre o atendimento infantil?
A cobertura depende do contrato e da segmentação. Consultas e exames costumam constar no Rol da ANS, e a autorização de cada procedimento é feita pela operadora. Cada caso é analisado individualmente.
Fontes e revisão
- AAOS OrthoInfo, Developmental Dysplasia of the Hip (DDH) Consultado em 05/10/2026.
- ANS, Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Consultado em 05/10/2026.
- Ministério da Saúde, Como faço para entrar na fila para cirurgia? Consultado em 05/10/2026.
- ANS, Prazos máximos de atendimento Consultado em 05/10/2026.
- CFM, Resolução 2.380/2024 (relação de especialidades e áreas de atuação, vigente) Consultado em 05/10/2026.
- Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), fraturas em crianças Consultado em 05/10/2026.
- Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), seção do paciente: ortopedia pediátrica Consultado em 05/10/2026.
