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Central Ortopédica

Condromalácia patelar: o que é, como é investigada e quais são os tratamentos

Saiba o que é a condromalácia patelar, o amolecimento da cartilagem sob a patela, como é investigada por exames e quais abordagens a literatura descreve.

Por Equipe editorial Central OrtopédicaPublicado em Atualizado em Próxima revisão: 10/2027Conteúdo informativo, sem revisor médico declarado

O que é condromalácia patelar

A patela, conhecida como rótula, é o pequeno osso na frente do joelho. A parte de trás dela é coberta por uma cartilagem lisa, que desliza sobre o fêmur quando o joelho dobra e estica. Condromalácia patelar é o termo usado para o amolecimento e o desgaste dessa cartilagem. O nome vem do grego e significa, de forma simples, cartilagem amolecida. A condição é descrita em pessoas jovens, sobretudo ligadas a atividade física, e também em adultos mais velhos, com causas e comportamentos que podem ser diferentes.

Quais estruturas estão envolvidas

A patela fica dentro do tendão do quadríceps, o grande músculo da frente da coxa, e desliza em um sulco do fêmur chamado tróclea. A cartilagem de trás da patela e a do sulco precisam se encaixar bem. O alinhamento da perna, a forma dos ossos, a força dos músculos da coxa e o modo como a patela corre no sulco influenciam a pressão sobre a cartilagem. Alterações nesse conjunto são descritas como fatores associados, e o médico avalia cada um.

O que as pessoas costumam relatar

Em geral, as pessoas relatam dor na parte da frente do joelho, em volta ou atrás da patela, que costuma aparecer em situações em que o joelho fica dobrado sob carga, como subir e descer escadas ou ficar muito tempo sentado. Algumas contam sensação de ruído ou de atrito. Esses relatos são comuns a vários problemas do joelho, entre eles a dor patelofemoral, e não servem para o próprio paciente concluir o que tem. A avaliação profissional é que organiza as hipóteses.

Como costuma ser investigada

Exame clínico

O médico conversa sobre o início da queixa e a rotina e depois examina o joelho. Observa o alinhamento das pernas, o movimento da patela, a força e a flexibilidade da coxa e do quadril, e verifica pontos dolorosos. Manobras que comprimem a patela contra o fêmur podem ser usadas, embora tenham limitações. Também se avaliam outras causas de dor na frente do joelho, como tendinopatia, instabilidade da patela e lesões de menisco.

Exames de imagem

A radiografia, em incidências próprias para a patela, mostra o alinhamento e a forma dos ossos. A ressonância magnética permite ver a cartilagem e classificar a alteração em graus, descrevendo desde um simples amolecimento até áreas de perda de cartilagem. Muitas pessoas têm alterações na imagem sem queixa, e outras têm queixa com imagem discreta. Por isso o laudo é lido junto com o exame clínico, e a leitura é sempre feita pelo médico que acompanha o caso.

Com o que costuma ser diferenciada

A dor na frente do joelho é um quadro amplo, e a condromalácia é uma das possibilidades. O médico costuma diferenciá-la da síndrome da dor patelofemoral sem lesão de cartilagem, da tendinopatia patelar, da instabilidade da patela, de lesões do menisco e da artrose. Os nomes parecidos causam confusão. Por isso a conversa com o médico sobre o que foi encontrado no exame e na imagem é mais útil do que buscar um rótulo isolado.

Tratamentos que existem

Abordagem sem cirurgia

O ponto de partida descrito na literatura é o acompanhamento sem cirurgia. Em geral inclui consultas, orientações sobre a rotina e o uso do joelho, reabilitação conduzida por fisioterapeuta, avaliação de calçados e do alinhamento e, quando o médico considera adequado, medidas para controle da dor. Em casos selecionados, o médico pode discutir aplicações de medicamentos dentro da articulação. A resposta varia de pessoa para pessoa e o plano é ajustado ao longo do acompanhamento.

Quando a cirurgia entra na discussão

A cirurgia é considerada incomum e reservada para casos específicos, quando as queixas persistem apesar de um acompanhamento adequado ou quando há alteração mecânica identificada, como um mau alinhamento importante da patela. As técnicas descritas incluem a limpeza da articulação por artroscopia, procedimentos para tratar áreas de cartilagem e cirurgias que realinham a patela. Cada uma tem indicações próprias e riscos, e a decisão cabe ao cirurgião, após avaliar as imagens, o exame e a história da pessoa.

O que costuma envolver a recuperação

A evolução costuma ser gradual e varia muito. Em muitos casos acompanhados sem cirurgia, a reavaliação acontece ao longo de semanas a meses, e o plano é ajustado conforme a resposta. Quando há cirurgia, a recuperação segue as etapas definidas pelo cirurgião e pode se estender por meses. Intervalos assim são apenas gerais. Este site não indica prazos, cargas nem retorno a atividades, que dependem de cada caso e da equipe responsável.

A reabilitação, vista por quem a conduz, tem página própria no Clínicas de Fisioterapia. Aqui o assunto é o diagnóstico e o procedimento.

Cobertura pelo plano e pelo SUS

O Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, publicado pela ANS, é a lista de consultas, exames, cirurgias e tratamentos que os planos regulamentados são obrigados a oferecer, conforme a segmentação do contrato. Carência, tipo de plano e justificativa médica também entram na conta. Consultas, radiografias e ressonância costumam ser tratadas nas regras de cobertura. Procedimentos como infiltrações ou artroscopia dependem de indicação médica e do contrato.

Os procedimentos ligados a esse tema têm página própria, com a conferência da cobertura no Rol da ANS e a data em que ela foi feita: infiltração articular, artroscopia de joelho.

No SUS, o acesso costuma começar pela atenção básica, que encaminha o paciente ao atendimento especializado por meio da regulação. Exames e cirurgias seguem a organização de cada município e estado, e o tempo de espera varia. Para entender os dois caminhos em termos gerais, veja cirurgia ortopédica pelo plano e cirurgia ortopédica pelo SUS.

Para continuar lendo

Dúvidas frequentes

O que significam os graus da condromalácia patelar nos laudos?

Os graus descrevem, em uma escala, o quanto a cartilagem está alterada. O número ajuda a equipe a classificar a lesão, mas sozinho não define a conduta. A leitura é do médico que pediu o exame.

Condromalácia e artrose são a mesma coisa?

Não. A condromalácia se refere ao amolecimento e desgaste da cartilagem sob a patela. A artrose é um processo mais amplo da articulação. Uma pode ter relação com a outra, e o médico avalia.

A condromalácia aparece em exame de imagem?

A ressonância pode mostrar alterações da cartilagem, e a radiografia ajuda a avaliar o alinhamento da patela. Nem toda alteração vista na imagem explica as queixas, e o médico considera o conjunto.

Existe cirurgia para condromalácia?

A literatura descreve procedimentos em casos selecionados, mas o acompanhamento sem cirurgia é o ponto de partida mais discutido. A indicação cabe ao médico.

Fontes e revisão

  1. StatPearls, Chondromalacia Patella Consultado em 05/10/2026.
  2. ANS, Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar Consultado em 05/10/2026.
  3. Ministério da Saúde, Sistema Único de Saúde (SUS) Consultado em 05/10/2026.
  4. Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), Pergunte à SBOT, condromalácia patelar Consultado em 05/10/2026.