Por Equipe editorial Central OrtopédicaPublicado em Atualizado em Próxima revisão: 10/2027Conteúdo informativo, sem revisor médico declarado
O que é ruptura de LCP
O ligamento cruzado posterior, o LCP, é uma faixa forte de tecido que liga o fêmur à tíbia por trás, no centro do joelho. Ele impede que a canela deslize para trás em relação à coxa. A ruptura de LCP é o rompimento dessa estrutura, parcial ou total. O problema também é descrito como lesão do ligamento cruzado posterior. É menos frequente do que a lesão do LCA e muitas vezes acontece junto com lesão de outras estruturas do joelho. Entre as situações descritas estão pancadas na frente da canela com o joelho dobrado, quedas sobre o joelho e traumas de maior energia.
Quais estruturas estão envolvidas
O LCP faz par com o LCA e os dois formam um X no centro da articulação. Perto dele estão os ligamentos laterais, o canto posterolateral, que ajuda a estabilizar o joelho, os meniscos e a cartilagem. Em lesões mais intensas, vários desses elementos podem ser atingidos ao mesmo tempo, o que muda o planejamento do tratamento. Por isso o médico costuma avaliar não só o LCP, mas também o que está ao redor, inclusive vasos e nervos da região em traumas importantes.
O que as pessoas costumam relatar
Em geral, as pessoas contam um golpe ou uma queda seguidos de dor e inchaço no joelho. Algumas descrevem uma sensação de instabilidade ao descer escadas ou rampas, ou um desconforto na parte da frente do joelho. Em lesões leves, os relatos podem ser discretos e demorar a chamar atenção. Como esses relatos se parecem com os de outros problemas do joelho, eles não bastam para uma conclusão. A confirmação depende de exame feito por profissional de saúde.
Como costuma ser investigada
Exame clínico
O médico começa com a história do trauma e com a observação do joelho. Em seguida realiza manobras que testam se a canela escorrega para trás em relação à coxa, comparando com o outro joelho. Também avalia os ligamentos laterais, o menisco, a amplitude de movimento e a marcha. Em traumas mais fortes, verifica a circulação e a sensibilidade da perna. O exame clínico é central, porque o LCP tem particularidades que exigem olhar treinado.
Exames de imagem
A radiografia ajuda a identificar fraturas e, em alguns casos, pequenos fragmentos de osso arrancados no ponto de fixação do ligamento. A ressonância magnética mostra o ligamento e as demais partes moles, e costuma ser usada para classificar a lesão e localizar lesões associadas. Em situações específicas, o médico pode recorrer a radiografias com estresse, em que se aplica uma força controlada ao joelho para medir o deslocamento. A escolha dos exames e a leitura dos laudos são feitas pelo médico responsável.
Com o que costuma ser diferenciada
Uma queixa no joelho depois de um trauma pode ter várias origens. O médico costuma diferenciar a ruptura de LCP de lesões do LCA, de lesões do canto posterolateral, de lesões do menisco, de fraturas e de problemas da patela. Em traumas intensos, também se verifica se vasos e nervos foram atingidos. A confirmação vem da soma entre a história, o exame clínico e a imagem, e não de um relato isolado.
Tratamentos que existem
Abordagem sem cirurgia
Na literatura, lesões isoladas, sobretudo as parciais, costumam ser tratadas sem cirurgia. O acompanhamento envolve consultas de revisão, orientações sobre o uso do joelho, às vezes uso de órtese por período definido pelo médico e reabilitação conduzida por fisioterapeuta. O objetivo geral é proteger o joelho enquanto o ligamento se adapta e recuperar função. A resposta varia, e algumas pessoas seguem com queixas que levam a nova avaliação.
Quando a cirurgia entra na discussão
A cirurgia é discutida com mais frequência quando o LCP se rompe junto com outros ligamentos, quando há instabilidade que atrapalha a vida diária ou quando um fragmento ósseo foi arrancado. O procedimento mais descrito é a reconstrução com enxerto, feita em geral por artroscopia ou combinada com técnica aberta, dependendo do caso. Há também técnicas para fixar de volta um fragmento de osso. A indicação, a técnica e o momento são definidos pelo cirurgião, que pondera idade, rotina e lesões associadas. A decisão não segue regra fixa.
O que costuma envolver a recuperação
A recuperação costuma ser gradual, de semanas a vários meses, e varia conforme o grau da lesão, as estruturas associadas e o tratamento escolhido. Em geral passa por fases de proteção do joelho, retomada do movimento e fortalecimento, sempre sob orientação da equipe. Este site não informa prazos nem libera atividades, porque cada caso exige acompanhamento próprio. A equipe que cuida do paciente define o ritmo e as etapas.
Cobertura pelo plano e pelo SUS
Nos planos de saúde regulamentados, o ponto de partida é o Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da ANS, que lista o que tem cobertura obrigatória conforme a segmentação contratada. Prazos de carência e a documentação do médico assistente fazem parte da análise. Consultas, ressonância e, quando indicada, a cirurgia costumam entrar nas discussões de cobertura, sempre conforme o contrato e a justificativa médica.
Cada procedimento tem a sua própria conferência de cobertura, com versão do Rol e data. Os mais ligados a este assunto são artroscopia de joelho.
No SUS, o caminho em geral passa pela unidade básica de saúde, que encaminha ao serviço especializado pelo sistema de regulação. A oferta de exames e cirurgias depende da rede local, e a espera varia. Para entender os dois caminhos em termos gerais, veja cirurgia ortopédica pelo plano e cirurgia ortopédica pelo SUS.
Para continuar lendo
- Visão geral da região: ortopedia do joelho
- Lesão relacionada: ruptura de LCA
- Lesão relacionada: lesão de menisco
- Lesão relacionada: luxação patelar
- Procedimento relacionado: artroscopia de joelho
Dúvidas frequentes
Ruptura de LCP é igual à de LCA?
Não. São dois ligamentos diferentes dentro do joelho. O LCP fica atrás e costuma ser lesionado por mecanismos distintos, como um golpe na frente da canela. As duas lesões podem, porém, ocorrer juntas.
Lesão parcial de LCP existe?
Sim. A literatura descreve lesões parciais e totais, e a gravidade influencia a conduta. O médico avalia o grau pelo exame clínico e pela imagem.
Toda ruptura de LCP precisa de cirurgia?
Não. Muitos casos isolados são acompanhados sem cirurgia, enquanto lesões combinadas com outros ligamentos costumam gerar discussão sobre operar. A decisão é individual e médica.
Que exames costumam ser usados?
O exame clínico do joelho, a radiografia e a ressonância magnética são os mais citados. O médico define o que pedir em cada caso.
Fontes e revisão
- StatPearls, Posterior Cruciate Ligament Knee Injuries Consultado em 05/10/2026.
- ANS, Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar Consultado em 05/10/2026.
- Ministério da Saúde, Sistema Único de Saúde (SUS) Consultado em 05/10/2026.
- Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), seção do paciente: joelho Consultado em 05/10/2026.