Por Equipe editorial Central OrtopédicaPublicado em Atualizado em Próxima revisão: 10/2027Conteúdo informativo, sem revisor médico declarado
O que é a osteossíntese
Osteossíntese é o nome técnico do conjunto de cirurgias que fixam os fragmentos de uma fratura para que o osso se mantenha alinhado enquanto consolida. O Manual MSD descreve a técnica mais comum, a redução aberta com fixação interna, em que o cirurgião reposiciona os fragmentos e os mantém no lugar com fios metálicos, pinos, parafusos, hastes e placas, feitos de aço inoxidável, de liga metálica de alta resistência ou de titânio.
A palavra aparece em muitos contextos: osteossíntese de fêmur, de tíbia, de tornozelo, de úmero, de falanges e de metacarpos, entre outros. Não é um procedimento único, e sim uma família de técnicas, que muda conforme o osso, o tipo de fratura, as condições da pele e a saúde da pessoa. Esta página descreve a osteossíntese em termos gerais e não diz se ela se aplica a alguém. Muitas fraturas nem sempre exigem cirurgia e são tratadas com imobilização, e essa avaliação é da equipe. Exemplos de fraturas ligadas ao tema estão em fratura de tornozelo e fratura de escafoide.
Como costuma ser feita
O cirurgião faz uma incisão sobre a fratura, afasta tecidos para expor o osso, reduz a fratura, isto é, reposiciona os fragmentos, e fixa o conjunto. Em fraturas de tornozelo, a sociedade americana descreve o uso de placa e parafusos ou, conforme o tipo, de uma haste ou parafuso longo; a técnica varia conforme o local e o padrão da fratura. Em ossos longos, como o fêmur e a tíbia, hastes colocadas dentro do canal do osso são frequentes, e em ossos pequenos da mão podem ser usados miniparafusos e fixadores externos.
Quando a pele ou os tecidos estão muito lesionados, a equipe pode usar um fixador externo, com pinos no osso ligados a uma estrutura por fora do corpo, e em alguns casos a cirurgia é feita em etapas. Durante o procedimento, imagens de raio X em tempo real costumam ser usadas para conferir o alinhamento. A duração varia de menos de uma hora a várias horas, de acordo com a complexidade.
Anestesia e internação usuais
O tipo de anestesia é escolhido pela equipe de anestesiologia com o cirurgião e pode ser geral, regional ou local, conforme o osso, o tempo previsto e a saúde da pessoa. O Manual MSD explica que a anestesia regional deixa partes específicas do corpo dormentes e que, após a cirurgia, há período de observação em sala de recuperação.
A internação varia bastante. Cirurgias de fraturas pequenas, como as de mão, podem ser feitas com alta no mesmo dia; as de ossos longos, de quadril ou de pelve costumam exigir internação de alguns dias. Também influenciam o tempo a saúde geral, a idade e a necessidade de outras intervenções. O Manual MSD ressalta que, em adultos mais velhos, a recuperação costuma ser mais complicada e lenta.
Como costuma ser a recuperação, em faixas
A consolidação óssea ocorre em estágios, de inflamação, reparação e remodelação, como descreve o Manual MSD, e o tempo depende do osso e da pessoa. Para fraturas de tornozelo, por exemplo, a sociedade americana fala em pelo menos algumas semanas para a cicatrização inicial e em uma faixa de dois a três meses para a consolidação completa, com retomada gradual das atividades ao longo de meses. Fraturas de ossos longos, de pessoas mais velhas ou com complicações podem levar mais.
A equipe acompanha com retornos e imagens, e define imobilização, reabilitação e as etapas da evolução. Em fraturas de pessoas que fumam, de diabéticas ou idosas, a sociedade americana descreve risco maior de complicações. As fases de acompanhamento estão descritas, em termos gerais, em pós-operatório de fratura.
Riscos em termos gerais
Entre as complicações descritas pelo Manual MSD estão lesão de vasos e nervos, embolia, síndrome compartimental, infecção óssea e problemas articulares permanentes. Também podem ocorrer problemas com o material, como soltura ou irritação local, atraso da consolidação ou ausência dela (pseudoartrose) e artrose anos depois em fraturas que atingem articulações. O risco individual depende de vários fatores, e a equipe o avalia caso a caso.
Cobertura pelo plano de saúde
Osteossíntese consta no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da ANS, a lista mínima que os planos regulamentados pela Lei 9.656/1998 cobrem. Constar no Rol não é cobertura automática: valem a segmentação do contrato, a carência e, quando houver, a diretriz de utilização (DUT) do procedimento.
RN ANS nº 465/2021, Anexo I, planilha com alterações até a RN nº 678/2026 (vigência de 01/09/2026); sem diretriz de utilização nos itens. Conferido em . Mudança no Rol dispara revisão desta página. Como funciona a cobertura.
O Anexo I do Rol da ANS, planilha conferida em 05/10/2026 na versão com a RN nº 678/2026, não traz um item genérico chamado osteossíntese. O termo aparece no item osteossíntese de fratura de falange e metacarpiana, com ou sem uso de miniparafuso ou fixador externo, que consta com segmentação ambulatorial, hospitalar e plano referência. As fraturas em geral aparecem em itens como o tratamento cirúrgico de fratura com ou sem fixador externo, e em itens por segmento do corpo, como as fraturas de fêmur, de tíbia e fíbula, de tornozelo e as do membro superior. Todos constam com segmentação hospitalar e plano referência, sem diretriz de utilização. Qual item se aplica a cada caso é informado pela equipe que solicita o procedimento.
A osteossíntese é, muitas vezes, uma cirurgia de urgência, feita logo após a fratura ou na mesma internação, e nesses casos a regra da ANS para urgência e emergência (24 horas de carência) costuma ser a que importa, e não a de cirurgia eletiva. O pedido cita o osso, o tipo de fratura e o material (placas, parafusos, hastes), e as radiografias ou tomografias acompanham o pedido. Nas divergências com operadoras, o ponto costuma ser o material, e não o ato. A regra sobre carência está em carência para cirurgia. Placas, parafusos e hastes são materiais ligados ao ato cirúrgico, e prótese, órtese e material cirúrgico mostra como o plano costuma lidar com eles. Para o cenário de recusa, veja negativa de cirurgia pelo plano de saúde.
Pelo SUS
Fraturas costumam chegar ao SUS pela urgência e emergência, e a osteossíntese pode ser feita durante a internação, fora da fila eletiva. Quando a fratura não é tratada na urgência, o caso pode seguir o fluxo eletivo da regulação, como as demais cirurgias programadas. A Ouvidoria do SUS recebe queixas de demora. Para cirurgias que não vêm da urgência, o caminho eletivo está em cirurgia ortopédica pelo SUS.
Onde fazer
Como a osteossíntese está ligada a fraturas, o hospital de referência costuma ser o da rede de urgência da região. A lista de clínicas por cidade, logo abaixo, é uma referência geral e não substitui a orientação do serviço de urgência. Ao conversar com o serviço, costuma ser útil saber qual osso foi acometido, qual material está previsto (placa, parafuso, haste ou fios), se a cirurgia foi pedida em urgência e como o hospital trata a autorização do material junto ao plano, o que varia de caso para caso.
- São Paulo, SP304 clínicas confirmadas, 90 pontos com SUS405pontos
- Rio de Janeiro, RJ132 clínicas confirmadas, 44 pontos com SUS189pontos
- Brasília, DF139 clínicas confirmadas, 30 pontos com SUS179pontos
- Belo Horizonte, MG102 clínicas confirmadas, 36 pontos com SUS138pontos
- Salvador, BA41 clínicas confirmadas, 40 pontos com SUS74pontos
- São Luís, MA30 clínicas confirmadas, 14 pontos com SUS46pontos
- Osasco, SP31 clínicas confirmadas, 8 pontos com SUS42pontos
- Fortaleza, CE20 clínicas confirmadas, 15 pontos com SUS36pontos
Todos os 27 estados, 1.497 cidades e 276 bairros
Perguntas que costumam ser levadas à consulta
- Qual técnica e quais materiais a equipe considera para a fratura em questão e por quê.
- Se haverá necessidade de mais de uma cirurgia ou de fixador externo.
- Como será a imobilização, o acompanhamento por imagem e o plano de alta.
- Se o material costuma permanecer ou ser retirado depois, em casos semelhantes.
Dúvidas frequentes
O que significa osteossíntese?
A palavra junta osso e síntese, ou união. Designa o conjunto de técnicas cirúrgicas que fixam os fragmentos de uma fratura com materiais como placas, parafusos, hastes, pinos e fios, para que o osso consolide alinhado.
Osteossíntese de fêmur, tíbia, tornozelo e úmero são a mesma cirurgia?
A ideia é a mesma, mas a técnica e o material mudam conforme o osso, o tipo de fratura e as condições da pele e da saúde. Em ossos longos, por exemplo, hastes dentro do osso são usadas com frequência, enquanto em articulações como o tornozelo placas e parafusos são mais comuns.
O material colocado precisa ser retirado depois?
Nem sempre. A decisão de retirar placas e parafusos varia conforme o caso e é tratada na página sobre retirada de placa e parafusos. Quem decide é a equipe que acompanha a pessoa.
O plano cobre a osteossíntese?
O Rol da ANS traz itens de tratamento cirúrgico de fratura, com ou sem fixador externo, com cobertura hospitalar. A cobertura do caso e dos materiais depende do contrato, da carência e da autorização da operadora.
Fontes e revisão
Os itens de fratura e de osteossíntese do Rol da ANS foram conferidos na planilha de 05/10/2026. O texto clínico usa o Manual MSD versão para a família e o material da AAOS sobre fraturas de tornozelo, e a referência brasileira é a seção de trauma ortopédico da área do paciente da SBOT. Revisado em 05/10/2026, com renovação anual.
- ANS, Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, Anexo I (planilha vigente, RN 465/2021 com alterações até a RN 678/2026) Consultado em 05/10/2026.
- Manual MSD Versão Saúde para a Família, Considerações gerais sobre fraturas Consultado em 05/10/2026.
- AAOS OrthoInfo, Ankle Fractures (Broken Ankle) Consultado em 05/10/2026.
- Manual MSD Versão Saúde para a Família, Cirurgia Consultado em 05/10/2026.
- ANS, Carência Consultado em 05/10/2026.
- ANS, Prazos máximos de atendimento Consultado em 05/10/2026.
- Ministério da Saúde, Como faço para entrar na fila para cirurgia? Consultado em 05/10/2026.
- Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), seção do paciente: trauma ortopédico Consultado em 05/10/2026.