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Central Ortopédica

Pé plano infantil: o que é, como é investigada e quais são os tratamentos

Entenda o que é o pé plano infantil, conhecido como pé chato, como a avaliação costuma ser feita pelo médico e quais abordagens a literatura descreve.

Por Equipe editorial Central OrtopédicaPublicado em Atualizado em Próxima revisão: 10/2027Conteúdo informativo, sem revisor médico declarado

O que é pé plano infantil

O pé plano infantil, popularmente chamado de pé chato, é o pé em que o arco da planta é baixo ou está ausente quando a criança fica em pé. Em bebês e crianças pequenas, é frequente, pois o arco se forma de maneira gradual com o crescimento, a maturação dos ligamentos e o desenvolvimento muscular. Na maioria dos casos, é um pé flexível, em que o arco aparece quando a criança fica na ponta dos pés ou sentada. Em uma parte menor, o pé plano é rígido, tem causa específica e é avaliado de modo mais detalhado.

Quais estruturas estão envolvidas

O arco do pé é sustentado por ossos dispostos em forma de abóbada, por ligamentos, pela fáscia plantar e por tendões, entre eles o tibial posterior. Em crianças, os ligamentos são mais frouxos, e o arco ainda está em formação. No pé plano flexível, a frouxidão e o alinhamento do calcanhar, que tende a virar para dentro, contribuem para o arco baixo. O tendão de Aquiles encurtado também é descrito. No pé plano rígido, podem existir ligações anormais entre ossos, chamadas de coalizões tarsais.

O que as pessoas costumam relatar

Em geral, o pé plano infantil é percebido por pais ou cuidadores pela aparência do pé, pelo desgaste do calçado ou pelo modo de andar. A maioria das crianças com pé plano flexível não tem queixa. Em alguns casos, há cansaço ou dor no pé e na perna depois de atividade, ou uma queixa de dor localizada no arco ou no tornozelo. Esses relatos são comuns a várias situações da infância, e não servem para um diagnóstico por conta própria.

Como costuma ser investigada

Exame clínico

O médico pergunta sobre o histórico da criança e da família, se há queixa de dor, e examina os pés com a criança em pé, sentada e andando. Observa o arco, o alinhamento do calcanhar e a marcha, e verifica se o arco aparece quando a criança fica na ponta dos pés, o que indica um pé flexível. Avalia a mobilidade das articulações do pé e do tornozelo, a flexibilidade da panturrilha e a frouxidão geral dos ligamentos. Examina também os joelhos e os quadris, pois o alinhamento de toda a perna importa.

Exames de imagem

Na maioria dos casos de pé plano flexível sem queixa, não é necessário exame de imagem. A radiografia dos pés com apoio é usada quando há dor, rigidez, assimetria ou dúvida. A tomografia ou a ressonância são pedidas em situações específicas, como na suspeita de coalizão tarsal. A escolha dos exames e a leitura dos laudos cabem ao médico que acompanha a criança.

Com o que costuma ser diferenciada

Um arco baixo na criança nem sempre é problema. O médico costuma diferenciar o pé plano flexível, que é comum e muitas vezes não causa queixa, do pé plano rígido, de coalizões tarsais, de alterações neurológicas ou musculares, de frouxidão ligamentar generalizada e de dor por outras causas, como fraturas por estresse. Essa diferenciação é feita com o exame físico e, quando necessário, com imagem, e define se bastará acompanhar ou se há algo a investigar.

Tratamentos que existem

Abordagem sem cirurgia

Na maioria dos casos de pé plano flexível e sem queixa, a literatura descreve a observação, com acompanhamento durante o crescimento, sem necessidade de tratamento. Quando há dor, o médico pode discutir palmilhas, calçados adequados e reabilitação conduzida por fisioterapeuta. Esses recursos aliviam o desconforto, mas, segundo a literatura, não alteram a formação do arco. Em pés planos rígidos ou com causa específica, o acompanhamento é próprio.

Quando a cirurgia entra na discussão

A cirurgia é incomum e reservada para casos selecionados, como pés planos dolorosos que não respondem ao acompanhamento, pés rígidos por coalizão tarsal ou deformidades com limitação funcional. As técnicas descritas incluem procedimentos que alongam tendões, que realinham o calcanhar e, em alguns casos, que ressecam a ligação entre ossos. Cada técnica tem indicações e riscos próprios. A decisão cabe ao ortopedista pediátrico, após avaliar cada criança.

O que costuma envolver a recuperação

Como o pé plano flexível tende a ser acompanhado ao longo do crescimento, o processo costuma envolver reavaliações periódicas, ao longo de meses a anos. Quando há cirurgia, a recuperação segue fases de proteção e retomada gradual, que costumam durar de semanas a meses. São intervalos gerais, e não prazos. Este site não indica exercícios, calçados nem retorno ao esporte e à escola, que são orientados pela equipe que acompanha a criança.

Cobertura pelo plano e pelo SUS

Para quem tem plano, a referência é o Rol da ANS, a relação de consultas, exames e procedimentos de cobertura obrigatória, que varia com o tipo de contrato. A carência e o relatório do médico também pesam em cada autorização. Consultas, radiografias e acompanhamento pediátrico costumam entrar nas regras de cobertura. Palmilhas e procedimentos cirúrgicos dependem da indicação médica e do contrato.

Como este tema envolve principalmente consultas, exames e acompanhamento, a análise de cobertura costuma passar pelas regras gerais descritas nas páginas de cobertura.

Pelo SUS, o atendimento costuma partir da unidade básica de saúde, com encaminhamento ao serviço especializado pela regulação. O que está disponível e em quanto tempo depende da rede de cada localidade. Para entender os dois caminhos em termos gerais, veja cirurgia ortopédica pelo plano e cirurgia ortopédica pelo SUS.

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Dúvidas frequentes

Pé plano infantil e pé chato são a mesma coisa?

Sim. Pé chato é o nome popular. Em termos médicos, descreve um pé em que o arco da planta é baixo ou está ausente quando a criança fica em pé.

Todo bebê tem pé chato?

A literatura descreve que o arco do pé se forma de maneira gradual nos primeiros anos de vida, e que um arco baixo é achado comum na infância. O médico avalia se há algo fora do esperado.

Pé plano flexível e rígido são diferentes?

Sim. No flexível, o arco aparece quando a criança fica na ponta dos pés ou sentada. No rígido, o arco não se forma, e a avaliação costuma ser mais detalhada.

O pé plano infantil precisa de palmilha ou cirurgia?

Muitos casos flexíveis e sem queixa são apenas acompanhados. Palmilhas e cirurgia são discutidas em situações específicas. A decisão é do médico.

Fontes e revisão

  1. StatPearls, Pes Planus Consultado em 05/10/2026.
  2. ANS, Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar Consultado em 05/10/2026.
  3. Ministério da Saúde, Sistema Único de Saúde (SUS) Consultado em 05/10/2026.
  4. Ministério da Saúde, Biblioteca Virtual em Saúde, Pé chato Consultado em 05/10/2026.