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Central Ortopédica

Hérnia de disco cervical: o que é, como é investigada e quais são os tratamentos

Entenda o que é a hérnia de disco cervical, no pescoço, como costuma ser investigada por exame clínico e imagem e quais tratamentos a literatura descreve.

Por Equipe editorial Central OrtopédicaPublicado em Atualizado em Próxima revisão: 10/2027Conteúdo informativo, sem revisor médico declarado

O que é hérnia de disco cervical

A coluna cervical é a parte da coluna que fica no pescoço. Entre as vértebras há discos, almofadas de núcleo gelatinoso protegido por um anel fibroso. Na hérnia de disco cervical, parte do núcleo se desloca para além do anel e pode pressionar estruturas vizinhas, como as raízes nervosas ou, em casos específicos, a medula. É descrita com mais frequência nos níveis C5-C6 e C6-C7, e em adultos de meia-idade. Pode estar ligada ao desgaste natural dos discos, a esforços e a traumas, mas muitas vezes não há um motivo claro.

Quais estruturas estão envolvidas

A coluna cervical sustenta a cabeça e permite grande mobilidade do pescoço. Por dentro, o canal vertebral abriga a medula espinhal, e dele saem pares de nervos que seguem para os ombros, braços e mãos. Quando uma hérnia comprime uma raiz, o quadro costuma se relacionar com o trajeto desse nervo, o que ajuda o médico a deduzir o nível. Quando a compressão atinge a medula, o quadro tem outra natureza e demanda atenção maior. Músculos e articulações do pescoço também podem causar dor.

O que as pessoas costumam relatar

Em geral, as pessoas relatam dor no pescoço, que pode se estender para o ombro ou o braço, e formigamento ou fraqueza na mão ou nos dedos. Algumas descrevem rigidez ao mexer o pescoço. Quando a medula é afetada, podem surgir alterações na marcha, perda de jeito nas mãos ou mudança no controle da bexiga, situações que exigem atendimento médico sem demora. Os relatos, porém, são comuns a muitas condições, e não servem para fechar diagnóstico por conta própria.

Como costuma ser investigada

Exame clínico

O médico pergunta sobre o início, a evolução e a distribuição da dor e examina o pescoço, os ombros e os braços. Avalia a mobilidade, a força de grupos musculares específicos, os reflexos e a sensibilidade, o que ajuda a identificar o nível da coluna envolvido. Há manobras que posicionam o pescoço para ver se reproduzem a queixa no braço. Se houver suspeita de compressão da medula, o exame inclui a marcha, o equilíbrio e reflexos em pernas e braços.

Exames de imagem

A ressonância magnética é o exame mais usado, pois mostra discos, nervos e medula com detalhe. A tomografia mostra o osso e é alternativa quando a ressonância não é possível, ou complemento para planejamento. A radiografia mostra o alinhamento e o desgaste dos ossos, mas não o disco. Sinais de hérnia ou de desgaste na imagem aparecem em pessoas sem queixa, por isso o laudo é lido em conjunto com o exame clínico, pelo médico. Exames de condução nervosa são pedidos em situações específicas.

Com o que costuma ser diferenciada

Dor no pescoço e no braço tem origens variadas. O médico costuma diferenciar a hérnia cervical de dores musculares, de torcicolo, da artrose cervical, de problemas do ombro, da síndrome do túnel do carpo, que também causa formigamento na mão, e de doenças dos nervos. Por isso a localização exata do formigamento e da dor, somada ao exame e à imagem, tem peso na avaliação. Só a análise do conjunto permite ao médico chegar a uma hipótese.

Tratamentos que existem

Abordagem sem cirurgia

A literatura descreve o acompanhamento sem cirurgia como caminho principal para boa parte dos casos de compressão de raiz. Costuma envolver consultas, orientações sobre a rotina e a postura de trabalho, reabilitação conduzida por fisioterapeuta, medidas para controle da dor definidas pelo médico e, em casos selecionados, aplicações guiadas por imagem perto do nervo. A evolução varia, e o plano é ajustado ao longo do acompanhamento.

Quando a cirurgia entra na discussão

A cirurgia é discutida quando há compressão da medula, déficit neurológico progressivo ou dor intensa que persiste apesar de acompanhamento bem conduzido. As técnicas mais descritas são a discectomia cervical com fusão, em que o disco é retirado por via anterior e as vértebras são unidas, e a colocação de prótese de disco, indicada em casos selecionados. Outras abordagens, por via posterior, existem para situações específicas. A escolha cabe ao cirurgião, conforme o caso.

O que costuma envolver a recuperação

A recuperação varia conforme o tratamento escolhido. Sem cirurgia, o acompanhamento costuma envolver semanas a meses. Após cirurgia, há fases de proteção e retomada gradual das atividades, que podem se estender por meses. Intervalos assim são gerais, e não prazos. Este site não indica o uso de colar cervical, exercícios nem a liberação de atividades, que são orientados pela equipe responsável pelo paciente.

Cobertura pelo plano e pelo SUS

Para quem tem plano, a referência é o Rol da ANS, a relação de consultas, exames e procedimentos de cobertura obrigatória, que varia com o tipo de contrato. A carência e o relatório do médico também pesam em cada autorização. Consultas, ressonância e procedimentos como a discectomia cervical e a artrodese são discutidos nas regras de cobertura, conforme o contrato e a indicação médica.

Para ver como cada procedimento aparece no Rol, vale abrir as páginas específicas: discectomia, artrodese de coluna.

Pelo SUS, o atendimento costuma partir da unidade básica de saúde, com encaminhamento ao serviço especializado pela regulação. O que está disponível e em quanto tempo depende da rede de cada localidade. Para entender os dois caminhos em termos gerais, veja cirurgia ortopédica pelo plano e cirurgia ortopédica pelo SUS.

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Dúvidas frequentes

Hérnia cervical e hérnia de disco cervical são a mesma coisa?

Sim. Hérnia cervical é a forma curta de falar da hérnia de disco na região do pescoço, formada por sete vértebras, de C1 a C7.

A hérnia cervical pode afetar os braços?

Sim. Como os nervos que saem do pescoço seguem para os ombros, braços e mãos, a compressão pode se associar a dor, formigamento ou fraqueza nessas regiões. O médico avalia o nível envolvido.

A hérnia cervical é grave?

Há situações simples e outras que exigem atenção, sobretudo quando a medula é comprimida. O médico avalia o tipo de compressão e a presença de sinais neurológicos.

Toda hérnia cervical precisa de cirurgia?

Não. A literatura descreve acompanhamento sem cirurgia para a maior parte dos casos. A cirurgia é discutida em situações específicas, e a decisão é médica.

Fontes e revisão

  1. StatPearls, Cervical Disc Herniation Consultado em 05/10/2026.
  2. ANS, Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar Consultado em 05/10/2026.
  3. Ministério da Saúde, Sistema Único de Saúde (SUS) Consultado em 05/10/2026.
  4. Ministério da Saúde, Biblioteca Virtual em Saúde, Hérnia de disco Consultado em 05/10/2026.