Por Equipe editorial Central OrtopédicaPublicado em Atualizado em Próxima revisão: 10/2027Conteúdo informativo, sem revisor médico declarado
O que é a artrodese de coluna
Artrodese de coluna é a cirurgia que une duas ou mais vértebras em um bloco ósseo único, e é conhecida também como fusão vertebral. A sociedade americana de ortopedia a define como um procedimento usado para corrigir problemas nos pequenos ossos da coluna, que interrompe o movimento doloroso entre as vértebras unidas e dá estabilidade ao segmento. A união ocorre pelo crescimento de osso novo entre as vértebras, estimulado por enxerto ósseo e mantido no lugar, durante o processo de consolidação, por implantes.
A artrodese pode ser feita em diferentes regiões da coluna, a lombar, a cervical e a torácica, e em contextos distintos, como instabilidade entre vértebras, deformidades, fraturas e algumas situações de compressão de nervos. A decisão de unir vértebras é sempre individual, tomada pela equipe depois de exames e de avaliação de outras opções, e esta página não diz se ela se aplica a alguém. Condições frequentemente associadas ao tema têm páginas próprias, como espondilolistese, escoliose e estenose de canal lombar, e o panorama da região está em ortopedia da coluna.
Como costuma ser feita
A cirurgia começa com o acesso à coluna, que pode ser por trás (posterior), pela frente (anterior) ou pela lateral, dependendo do trecho e do objetivo. O cirurgião prepara as superfícies ósseas e coloca o enxerto, que a sociedade americana descreve de várias formas: osso do próprio paciente, em geral retirado da pelve, osso de banco, matrizes de osso desmineralizado e materiais sintéticos. Em muitos casos, são acrescentados placas, parafusos e hastes, que seguram a coluna durante a consolidação.
A artrodese pode ser combinada com a retirada de estruturas que comprimem nervos, como em laminectomia e discectomia, e o planejamento é feito com exames de imagem. A duração é variável, conforme o número de níveis e a técnica. Por usar implantes, a cirurgia exige materiais com registro na Anvisa, que o hospital registra.
Anestesia e internação usuais
A artrodese costuma ser feita sob anestesia geral, definida pelo anestesiologista com a equipe cirúrgica. Quanto à internação, a sociedade americana, ao descrever a cirurgia da estenose lombar, indica que a descompressão isolada costuma permitir alta no mesmo dia ou no dia seguinte, e que a fusão acrescenta alguns dias de hospital, na faixa de dois a três dias adicionais. Em fusões com vários níveis, ou em pessoas com outras doenças, a internação pode ser mais longa, e o tempo é definido pelo hospital e pela equipe.
O Manual MSD lembra que, em internações, o controle da dor, a nutrição e a mobilização precoce, conforme a orientação, fazem parte do cuidado.
Como costuma ser a recuperação, em faixas
A consolidação da fusão leva meses. A sociedade americana descreve que o processo de cicatrização inicial toma alguns meses, embora o conforto aumente antes, e que a reabilitação com fisioterapia costuma começar a partir de seis semanas a três meses depois da cirurgia, com etapas progressivas definidas pela equipe. Nas primeiras semanas, o acompanhamento costuma envolver controle de dor, cuidados com a ferida e a orientação da equipe sobre proteção da coluna, em geral com coletes ou outros dispositivos quando a equipe os recomenda. A consolidação é confirmada por exames de imagem em retornos.
O ritmo varia muito com o número de níveis, a idade, a qualidade do osso, doenças associadas e hábitos como o tabagismo, que, segundo a sociedade americana, aumenta o risco de a fusão não consolidar. As fases estão descritas, em termos gerais, em pós-operatório de artrodese de coluna.
Riscos em termos gerais
A sociedade americana cita como possíveis complicações a infecção, o sangramento, a dor no local de retirada do enxerto, a persistência ou recorrência dos sintomas, a pseudoartrose, que é a falha de consolidação da fusão, a lesão de nervos e os coágulos de sangue. Também é descrita a possibilidade de sobrecarga nos segmentos vizinhos com o passar dos anos. O risco individual é avaliado pela equipe, e a conversa antes da cirurgia, com termo de consentimento, é o momento de esclarecer essas questões.
Cobertura pelo plano de saúde
Artrodese de coluna consta no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da ANS, a lista mínima que os planos regulamentados pela Lei 9.656/1998 cobrem. Constar no Rol não é cobertura automática: valem a segmentação do contrato, a carência e, quando houver, a diretriz de utilização (DUT) do procedimento.
RN ANS nº 465/2021, Anexo I, planilha com alterações até a RN nº 678/2026 (vigência de 01/09/2026); sem diretriz de utilização nos itens de artrodese de coluna. Conferido em . Mudança no Rol dispara revisão desta página. Como funciona a cobertura.
O Anexo I do Rol da ANS, na planilha conferida em 05/10/2026 que incorpora a RN nº 678/2026, traz o item artrodese da coluna com instrumentação e o item artrodese de coluna via anterior ou póstero-lateral, tratamento cirúrgico, ambos com segmentação hospitalar e plano referência e sem diretriz de utilização. Outro item da coluna, a artroplastia discal, tem diretriz de utilização própria, mas é um procedimento diferente da artrodese e não está tratado aqui.
Na artrodese, o que a operadora costuma analisar é o conjunto de itens do pedido: níveis fixados, via de acesso, instrumentação (parafusos, hastes, caixas intersomáticas) e enxerto ósseo. Como a cirurgia exige internação, ela só entra com cobertura hospitalar no contrato, e em geral é programada depois de exames de imagem e de avaliação da equipe, o que deixa tempo para o pedido de autorização. A divergência mais frequente recai sobre os implantes, e não sobre o procedimento em si. Os prazos de carência e a regra das condições preexistentes estão em carência para cirurgia. Se a operadora discordar dos implantes ou do número de níveis, a página sobre prótese, órtese e material cirúrgico explica o ponto mais comum de divergência, e negativa de cirurgia pelo plano de saúde descreve o cenário geral de recusa.
Pelo SUS
Cirurgias de coluna no SUS costumam ser feitas em hospitais com equipe de ortopedia ou de neurocirurgia habilitada, o que concentra a oferta em poucos serviços por região. O pedido parte da unidade básica ou do ambulatório de especialidade, com laudo e exames de imagem anexados, e entra na regulação do município ou do estado. Como a artrodese costuma ser programada, ela acompanha a fila eletiva, e a ordem depende da prioridade clínica definida pela regulação. Demora fora do razoável pode ser levada à Ouvidoria do SUS. Para a visão do caminho completo no sistema público, veja cirurgia ortopédica pelo SUS; a regulação das filas de coluna segue a lógica descrita em fila para cirurgia ortopédica no SUS.
Onde fazer
A artrodese de coluna costuma depender de hospital com estrutura própria para cirurgia da coluna. Antes de escolher um serviço, vale confirmar com o plano ou com a regulação do SUS se ele realiza esse tipo de cirurgia e com qual equipe; a lista de clínicas por cidade logo abaixo é apenas um ponto de partida. Ao conversar com o serviço, costuma ser útil saber quais níveis da coluna estão previstos, se o hospital trabalha com monitorização durante a cirurgia e como funciona o acompanhamento depois da alta.
- São Paulo, SP304 clínicas confirmadas, 90 pontos com SUS405pontos
- Rio de Janeiro, RJ132 clínicas confirmadas, 44 pontos com SUS189pontos
- Brasília, DF139 clínicas confirmadas, 30 pontos com SUS179pontos
- Belo Horizonte, MG102 clínicas confirmadas, 36 pontos com SUS138pontos
- Salvador, BA41 clínicas confirmadas, 40 pontos com SUS74pontos
- São Luís, MA30 clínicas confirmadas, 14 pontos com SUS46pontos
- Osasco, SP31 clínicas confirmadas, 8 pontos com SUS42pontos
- Fortaleza, CE20 clínicas confirmadas, 15 pontos com SUS36pontos
Todos os 27 estados, 1.497 cidades e 276 bairros
Perguntas que costumam ser levadas à consulta
- Quais níveis da coluna serão unidos, por qual via de acesso e com qual tipo de enxerto e de implante.
- Se haverá retirada de estruturas que comprimem nervos na mesma cirurgia.
- Como será a internação e o acompanhamento nos primeiros meses.
- Quais sinais pedem contato com o serviço depois da alta.
Dúvidas frequentes
Artrodese de coluna e fusão vertebral são a mesma coisa?
Sim. Artrodese é o nome técnico, e fusão é a forma mais popular de dizer. Em ambos os casos, duas ou mais vértebras são unidas para formar um bloco ósseo, com a finalidade de dar estabilidade e reduzir o movimento do trecho tratado.
Para que servem os parafusos e hastes?
A sociedade americana descreve que placas, parafusos e hastes ajudam a manter a coluna parada durante a consolidação do enxerto, o que também permite movimentação mais cedo depois da cirurgia. O tipo e a quantidade variam conforme o caso.
Existe artrodese lombar, cervical e torácica?
Sim. A técnica pode ser aplicada em diferentes regiões da coluna, e a via de acesso, o material e o planejamento mudam conforme o trecho tratado.
O plano cobre artrodese de coluna?
O Rol da ANS traz itens de artrodese de coluna com instrumentação e por via anterior ou póstero-lateral, com cobertura hospitalar e sem diretriz de utilização. A cobertura do caso e dos materiais depende do contrato, da carência e da autorização.
Fontes e revisão
Os dois itens de artrodese de coluna do Rol da ANS foram conferidos na planilha de 05/10/2026. O texto clínico se apoia no material da AAOS sobre fusão vertebral e estenose lombar e, no recorte brasileiro, na seção de coluna da área do paciente da SBOT. Revisão feita em 05/10/2026 e repetida a cada ano.
- ANS, Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, Anexo I (planilha vigente, RN 465/2021 com alterações até a RN 678/2026) Consultado em 05/10/2026.
- AAOS OrthoInfo, Spinal Fusion Consultado em 05/10/2026.
- AAOS OrthoInfo, Lumbar Spinal Stenosis Consultado em 05/10/2026.
- Manual MSD Versão Saúde para a Família, Cirurgia Consultado em 05/10/2026.
- ANS, Carência Consultado em 05/10/2026.
- ANS, Prazos máximos de atendimento Consultado em 05/10/2026.
- Ministério da Saúde, Como faço para entrar na fila para cirurgia? Consultado em 05/10/2026.
- Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), seção do paciente: coluna Consultado em 05/10/2026.