Por Equipe editorial Central OrtopédicaPublicado em Atualizado em Próxima revisão: 10/2027Conteúdo informativo, sem revisor médico declarado
O que é a retirada de placa e parafusos
A retirada de placa e parafusos é a cirurgia que remove os materiais colocados para fixar uma fratura ou uma osteotomia depois que o osso consolidou. Em linguagem técnica, o nome é retirada de material de síntese, expressão que inclui placas, parafusos, hastes, pinos e fios e que é a que aparece no Rol da ANS. Esses materiais, descritos no Manual MSD como feitos de aço inoxidável, liga metálica de alta resistência ou titânio, são colocados na osteossíntese para manter os fragmentos alinhados.
Remover o material não é regra. Em muitos casos, ele permanece no corpo por toda a vida sem causar problemas. Uma pesquisa com 500 participantes da sociedade italiana de ortopedia, publicada em 2025, mostrou que, em pessoas sem sintomas, a maioria dos cirurgiões evita a retirada de rotina, enquanto em pessoas com sintomas a remoção costuma ser terapêutica. Esta página descreve o procedimento em termos gerais e não diz se ele se aplica a alguém. Um exemplo de situação em que o tema aparece está em fratura de tornozelo, cuja literatura menciona que parafusos usados em certos reparos podem ou não ser retirados depois da consolidação.
Por que a retirada às vezes é discutida
A literatura descreve motivos variados: desconforto ou dor relacionados ao material, material que fica saliente sob a pele e incomoda, infecção, falha do material, necessidade de tratar outra coisa na região e, em crianças, a possibilidade de o material interferir no crescimento. Na pesquisa italiana, o desconforto específico do paciente foi o motivo mais citado, e prevenir complicações futuras e evitar dificuldades em cirurgias seguintes também apareceram. A decisão, em cada caso, é da equipe que conhece a fratura, o material e a pessoa.
Como costuma ser feita
O cirurgião aborda a região por uma incisão, frequentemente aproveitando a cicatriz anterior, localiza o material, solta os parafusos com chaves próprias e retira a placa, ou, no caso de hastes, remove o implante pela via de entrada. Radiografias podem ser usadas durante o procedimento para localizar as peças. A duração varia com a quantidade de material, o tempo de implante e a região.
A cirurgia pode ser mais trabalhosa do que parece. Na pesquisa citada, o espanamento da cabeça do parafuso foi a dificuldade intraoperatória mais relatada, e a fusão a frio entre peças também foi frequente. Por isso, a equipe costuma planejar com exames e ter instrumentos de extração à disposição.
Anestesia e internação usuais
A anestesia depende da região e da extensão, e pode ser local, regional ou geral, definida pelo anestesiologista com a equipe cirúrgica. O Manual MSD explica que cirurgias de menor porte podem ser feitas ambulatorialmente, com alta no mesmo dia, depois de uma ou duas horas em sala de recuperação.
A retirada de material pequeno, como de mão ou de tornozelo, costuma permitir alta no mesmo dia, ao passo que a de implantes grandes, como hastes de ossos longos, ou em pessoas com outras doenças pode exigir internação. O hospital e a equipe definem o tempo.
Como costuma ser a recuperação, em faixas
A recuperação costuma ser mais curta do que a da cirurgia que colocou o material, mas varia com a região, a quantidade de material e o estado do osso. Em geral, há um período de desconforto na ferida na faixa de dias a poucas semanas. Como o osso ficou com orifícios deixados pelos parafusos, a equipe costuma orientar cuidados específicos nas semanas seguintes, até que o osso se reorganize, e esses cuidados são definidos caso a caso.
Complicações como atraso de cicatrização da ferida, infecção, lesão de nervos e persistência dos sintomas foram relatadas na pesquisa, que cita taxas de cicatriz desagradável, persistência de sintomas e sangramento entre as complicações pós-operatórias mais citadas. Em geral, as fases de acompanhamento depois de cirurgias de fraturas estão descritas em pós-operatório de fratura; a retirada do material não tem página própria de pós-operatório, e a recuperação é a descrita nesta seção.
Riscos em termos gerais
Além dos riscos de qualquer cirurgia, como reação à anestesia, sangramento e trombose, a retirada de material tem riscos próprios: atraso de cicatrização, infecção, lesão de nervos, fratura do osso no local dos orifícios, dificuldade técnica para extrair peças e persistência dos sintomas que motivaram a cirurgia. Pesquisas descrevem que alguns grupos de pacientes têm risco maior de complicações. A equipe avalia o risco de cada caso.
Cobertura pelo plano de saúde
Retirada de placa e parafusos consta no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da ANS, a lista mínima que os planos regulamentados pela Lei 9.656/1998 cobrem. Constar no Rol não é cobertura automática: valem a segmentação do contrato, a carência e, quando houver, a diretriz de utilização (DUT) do procedimento.
RN ANS nº 465/2021, Anexo I, planilha com alterações até a RN nº 678/2026 (vigência de 01/09/2026); sem diretriz de utilização nos itens. Conferido em . Mudança no Rol dispara revisão desta página. Como funciona a cobertura.
O Anexo I do Rol da ANS, planilha conferida em 05/10/2026 na versão com a RN nº 678/2026, traz dois itens: retirada de material de síntese (qualquer material), com segmentação ambulatorial, hospitalar e plano referência, e retirada de material de síntese, tratamento cirúrgico, com segmentação hospitalar e plano referência. Nenhum tem diretriz de utilização. A distinção prática é que o item ambulatorial pode permitir que o procedimento seja feito sem internação, e qual item se aplica é informado pela equipe e conferido pela operadora.
A retirada de placa e parafusos pode ser ambulatorial ou com internação, conforme o osso, o tamanho do implante e o risco do paciente, e o Rol traz dois itens por isso: um com segmentação ambulatorial, outro hospitalar. Em geral é programada, e a decisão de retirar é da equipe, o que deixa tempo para a autorização. O pedido costuma citar a região, o tipo de material e a radiografia mais recente. Para carência e preexistência, veja carência para cirurgia. Se a retirada for acompanhada de troca de implante, o material novo entra no assunto de prótese, órtese e material cirúrgico; o contexto geral está em cobertura de cirurgia ortopédica pelo plano.
Pelo SUS
No SUS, a retirada de material de síntese costuma ser pedida pelo ambulatório de ortopedia que acompanhou a fratura, com a radiografia e o laudo, e segue para a regulação como cirurgia eletiva. Em alguns locais, é feita no mesmo hospital da primeira cirurgia. A espera depende da oferta de salas cirúrgicas, e a Ouvidoria do SUS recebe queixas de demora. Como a retirada costuma ser programada, o fluxo da unidade básica à regulação é o descrito em cirurgia ortopédica pelo SUS.
Onde fazer
A retirada de placa é feita por equipes de ortopedia, em geral no hospital ou na clínica que fez a fixação. A lista de clínicas por cidade, logo abaixo, é uma referência geral e não indica o serviço; confirme com o plano ou com a regulação. Ao conversar com o serviço, vale saber se a retirada será ambulatorial ou com internação, qual anestesia está prevista e qual material consta no pedido.
- São Paulo, SP304 clínicas confirmadas, 90 pontos com SUS405pontos
- Rio de Janeiro, RJ132 clínicas confirmadas, 44 pontos com SUS189pontos
- Brasília, DF139 clínicas confirmadas, 30 pontos com SUS179pontos
- Belo Horizonte, MG102 clínicas confirmadas, 36 pontos com SUS138pontos
- Salvador, BA41 clínicas confirmadas, 40 pontos com SUS74pontos
- São Luís, MA30 clínicas confirmadas, 14 pontos com SUS46pontos
- Osasco, SP31 clínicas confirmadas, 8 pontos com SUS42pontos
- Fortaleza, CE20 clínicas confirmadas, 15 pontos com SUS36pontos
Todos os 27 estados, 1.497 cidades e 276 bairros
Perguntas que costumam ser levadas à consulta
- Por que a retirada está sendo considerada no caso e quais alternativas existem, incluindo manter o material.
- Qual é o plano de anestesia e se há expectativa de alta no mesmo dia.
- Quais sinais depois da cirurgia pedem contato com o serviço.
Dúvidas frequentes
Retirada de placa e parafusos e retirada de material de síntese são a mesma coisa?
Sim. Material de síntese é o nome técnico para placas, parafusos, hastes, pinos e fios usados para fixar fraturas, e é o termo que aparece no Rol da ANS.
Todo material colocado em uma fratura precisa ser retirado?
Não. Em muitos casos o material permanece. Uma pesquisa com 500 cirurgiões italianos relatou que, em pessoas sem sintomas, a maioria evita a retirada de rotina, enquanto em pessoas com sintomas a retirada é, com frequência, terapêutica. A decisão é individual e da equipe.
A retirada do material é uma cirurgia simples?
Nem sempre. A mesma pesquisa descreve dificuldades técnicas frequentes, como parafusos com a cabeça espanada e peças fundidas ao osso, e que a cirurgia tem riscos próprios. A complexidade varia conforme o material, o tempo de implante e a região.
O plano cobre a retirada de placa e parafusos?
O Rol da ANS traz o item retirada de material de síntese (qualquer material), com cobertura ambulatorial, hospitalar e plano referência, e o item retirada de material de síntese, tratamento cirúrgico, com cobertura hospitalar. A cobertura do caso depende do contrato, da carência e da autorização.
Fontes e revisão
Os dois itens de retirada de material de síntese do Rol da ANS foram conferidos na planilha de 05/10/2026. O texto clínico se apoia na pesquisa feita com a sociedade italiana de ortopedia e publicada em 2025, e a referência brasileira é a seção de trauma ortopédico da área do paciente da SBOT. Revisado em 05/10/2026, com renovação anual.
- ANS, Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, Anexo I (planilha vigente, RN 465/2021 com alterações até a RN 678/2026) Consultado em 05/10/2026.
- International Orthopaedics, Implant removal: benefits and drawbacks, resultados de pesquisa com 500 participantes da SIOT (2025) Consultado em 05/10/2026.
- AAOS OrthoInfo, Ankle Fractures (Broken Ankle) Consultado em 05/10/2026.
- Manual MSD Versão Saúde para a Família, Considerações gerais sobre fraturas Consultado em 05/10/2026.
- ANS, Carência Consultado em 05/10/2026.
- ANS, Prazos máximos de atendimento Consultado em 05/10/2026.
- Ministério da Saúde, Como faço para entrar na fila para cirurgia? Consultado em 05/10/2026.
- Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), seção do paciente: trauma ortopédico Consultado em 05/10/2026.