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Central Ortopédica

Fratura de escafoide: o que é, como é investigada e quais são os tratamentos

Veja o que é a fratura de escafoide, um osso pequeno do pulso, por que pode passar despercebida no início, como é investigada e quais tratamentos são descritos.

Por Equipe editorial Central OrtopédicaPublicado em Atualizado em Próxima revisão: 10/2027Conteúdo informativo, sem revisor médico declarado

O que é fratura de escafoide

O escafoide é um dos oito pequenos ossos do carpo, o conjunto de ossos do pulso. Tem formato alongado, parecido com um barco, e fica do lado do polegar, ligando as duas fileiras de ossos do carpo. A fratura de escafoide costuma acontecer em queda com a mão espalmada e o pulso estendido, e é a fratura mais frequente entre os ossos do carpo. Atinge com mais frequência adultos jovens, sobretudo homens. Sua importância vem do fato de que a irrigação sanguínea do osso é particular, e isso influencia a consolidação.

Quais estruturas estão envolvidas

O escafoide recebe sangue por vasos que entram pela parte de baixo e seguem em direção à ponta de cima, o chamado polo proximal. Por isso, em fraturas na região do meio ou da ponta de cima, o osso pode ter menos irrigação no fragmento proximal, o que aumenta o risco de demora na consolidação ou de necrose. O escafoide se articula com o rádio e com outros ossos do carpo e tem papel na estabilidade do pulso. Ligamentos próximos também podem ser lesados no mesmo trauma.

O que as pessoas costumam relatar

Em geral, as pessoas relatam dor no pulso, do lado do polegar, depois de uma queda sobre a mão, com inchaço e dor ao apertar a região na base do polegar ou ao tentar pegar objetos. Em alguns casos, a dor é discreta e pode parecer uma torção. Esses relatos são comuns a várias lesões do pulso, e justamente por isso o diagnóstico não cabe ao próprio paciente. A avaliação profissional é necessária, em especial depois de um trauma.

Como costuma ser investigada

Exame clínico

O médico pergunta como foi a queda e examina o pulso. Procura pontos de dor característicos, entre eles o espaço na base do polegar, na chamada tabaqueira anatômica, a dor ao comprimir o polegar no sentido do pulso e ao mexer o pulso. Compara com o outro lado e verifica circulação e sensibilidade da mão. O exame clínico pode levantar suspeita de fratura mesmo quando a primeira radiografia parece normal, e orienta os exames seguintes.

Exames de imagem

A radiografia, com incidências específicas para o escafoide, é o primeiro exame. Como a fratura pode não aparecer de imediato, o médico pode repetir a radiografia depois de um tempo ou pedir outro exame. A tomografia mostra o traço da fratura e o desvio com detalhe, e a ressonância detecta fraturas ocultas, além de lesões de ligamentos e da irrigação do osso. O médico escolhe os exames e interpreta os laudos.

Com o que costuma ser diferenciada

Dor no pulso depois de uma queda nem sempre significa fratura de escafoide. O médico costuma diferenciá-la de entorses de ligamentos do carpo, de fraturas do rádio distal, de lesões do polegar e de tendinites. Como o escafoide pode não aparecer fraturado na primeira radiografia, essa diferenciação às vezes depende de repetir o exame ou de pedir tomografia ou ressonância. O acompanhamento próximo é descrito justamente para não perder o diagnóstico.

Tratamentos que existem

Abordagem sem cirurgia

Para fraturas sem desvio, a literatura descreve o tratamento com imobilização, por meio de gesso ou tala, em período definido pelo médico, com controle por imagem para acompanhar a consolidação. A decisão sobre o tipo de imobilização e a duração depende da localização da fratura e do acompanhamento. É um tratamento que exige seguimento próximo, justamente pelo risco de a fratura não consolidar.

Quando a cirurgia entra na discussão

A cirurgia é discutida em fraturas com desvio, em algumas localizações do osso, em fraturas que não consolidam e em casos com lesão associada de ligamentos. O procedimento mais descrito é a fixação do osso com parafuso, por técnica aberta ou percutânea, e a osteossíntese descreve esse conceito. Em fraturas sem consolidação, podem ser usados enxertos de osso. A escolha cabe ao cirurgião da mão, conforme o tipo de fratura e a rotina da pessoa.

O que costuma envolver a recuperação

A consolidação do escafoide costuma ser mais lenta do que a de outros ossos, de semanas a alguns meses, e varia com a localização da fratura, a idade e o tratamento. Depois, vem uma fase de retomada do movimento do pulso e da força da mão. São intervalos gerais, e não prazos. Este site não indica o tempo de imobilização, exercícios nem a liberação de atividades, que são definidos pela equipe responsável pelo paciente, com base nos controles por imagem.

Cobertura pelo plano e pelo SUS

Para quem tem plano, a referência é o Rol da ANS, a relação de consultas, exames e procedimentos de cobertura obrigatória, que varia com o tipo de contrato. A carência e o relatório do médico também pesam em cada autorização. Consultas, radiografias, tomografia, ressonância e a fixação cirúrgica entram nas regras de cobertura, conforme o contrato e a indicação do médico.

Para ver como cada procedimento aparece no Rol, vale abrir as páginas específicas: osteossíntese.

Pelo SUS, o atendimento costuma partir da unidade básica de saúde, com encaminhamento ao serviço especializado pela regulação. O que está disponível e em quanto tempo depende da rede de cada localidade. Para entender os dois caminhos em termos gerais, veja cirurgia ortopédica pelo plano e cirurgia ortopédica pelo SUS.

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Dúvidas frequentes

Fratura do escafoide e fratura de escafoide são a mesma coisa?

Sim. As duas formas se referem à fratura do mesmo osso, um dos pequenos ossos do carpo, na base do polegar.

Por que a fratura de escafoide pode passar despercebida?

A literatura descreve que a fratura pode não aparecer nas primeiras radiografias e que a dor pode parecer uma simples torção do pulso. Por isso o médico pode repetir ou complementar os exames.

A fratura de escafoide pode não consolidar?

A literatura descreve risco de a fratura não consolidar, em especial quando o diagnóstico é tardio ou a fratura está em certas regiões do osso. O médico acompanha esse ponto.

Toda fratura de escafoide precisa de cirurgia?

Não. Fraturas sem desvio podem ser tratadas com imobilização. A cirurgia é discutida em fraturas com desvio ou em alguns tipos. A decisão é médica.

Fontes e revisão

  1. StatPearls, Scaphoid Wrist Fracture Consultado em 05/10/2026.
  2. ANS, Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar Consultado em 05/10/2026.
  3. Ministério da Saúde, Sistema Único de Saúde (SUS) Consultado em 05/10/2026.
  4. Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), seção do paciente: mão Consultado em 05/10/2026.